Albion Fields: nos campos da rainha

No interior inglês, um novo parque de esculturas, idealizado por um inquieto filho pródigo, colore a paisagem e atrai colecionadores e visitantes a Oxfordshire

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Café Royal

Ainda criança, o marchand britânico Michael Hue-Williams conheceu e ficou completamente hipnotizado por Peggy Guggenheim. A lendária mecenas das artes viria a se tornar sua principal mentora, sua grande inspiração em uma trajetória de sucesso no concorrido universo artsy.

Ele seguiu os passos da cartilha Guggenheim, famosa por unir projetos reflexivos de arquitetura que tornam o espaço tão interessante quanto as obras que hospeda. Logo após se formar em história da arte em Cambridge, Michael convidou para a construção de sua primeira galeria em Londres o britânico John Pawson e Claudio Silvestrin, seu parceiro italiano, antes que se tornassem estrelas mundiais conhecidas pelas linhas minimalistas. O ano era 1988 e a exposição dedicada ao surrealista alemão Max Ernst colocou a Michael Hue-Williams Fine Art no mapa.

Como era de se esperar, o sucesso o levou a Nova York, onde pôde entrar em contato com novos artistas, criando o intercâmbio entre seus conterrâneos e a Big Apple. Participações nas principais bienais e projetos em parceria com artistas como Ai Weiwei, em sua primeira mostra na Inglaterra, complementam um currículo impressionante.

Indeterminate Line, de Bernar Venet | Foto: Erik Sadao
Gallon Lamp II Phase II, de Fernando e Humberto Campana | Foto: Erik Sadao
O marchand Michael Hue-Williams | Foto: Erik Sadao

Criação da Albion Barn Trade Limited

Numa daquelas reviravoltas que levam tantos personagens às origens, no começo do milênio Michael herdou cinquenta hectares de terras pertencentes à sua família há gerações. Em Oxfordshire ele criou, em 2014, a galeria Albion Barn Trade Limited.

Ela funciona como um literal celeiro das artes, incorporando um notável programa universal com autores renomados e promessas de mercados emergentes. Já nas primeiras exposições, talentos oriundos da África, América do Sul, Oriente Médio e Ásia foram apresentados pela Albion Barn ao ávido mercado europeu.

O projeto assinado pelo conceituado Studio Seilern Architects não anuncia a contemporaneidade de seu interior. O escritório de Michael, com vista para a imensidão verdejante, dá acesso a uma impressionante biblioteca, seu lugar preferido no complexo. Repleta de passagens secretas, lá repousam descompromissadas algumas esculturas de sua vasta coleção, dando ares de arte ready made ao espaço.

A paixão por esculturas e instalações de grandes dimensões o fez refletir sobre a não existência de espaços abertos para colecionadores deste filão. Com tantos hectares de terra à disposição idealizou, um pouco antes do fechamento do mundo no último ano, um parque inspirado no francês Château La Coste e no holandês Kröller-Müller. Mas como o interior do território da rainha é conhecido pelas rígidas diretrizes para novas construções, com vilarejos protegidos e áreas verdes a perder de vista dedicadas unicamente a atividades agrícolas, Michael encarou uma verdadeira batalha para realizar seu sonho.

O Albion Fields, filho da pandemia, nasceu em julho de 2021, após as negociações iniciadas na prefeitura de Oxford chegarem à suprema corte britânica. O apoio de artistas locais, incluindo personalidades honradas com o título de “Sir”, foi fundamental para a aprovação do parque.

Big Be-Hide, de Alicja Kwade | Foto: Erik Sadao

Vencido o temor da conservadora vizinhança a respeito da chegada de visitantes e, claro, da interferência da paisagem, intocada desde os tempos da rainha Vitória, as primeiras obras expostas já transvertem o pacato cenário rural britânico. E mesmo durante um ano repleto de incertezas, a arte, como previu Michael, cumpre o papel de gerar questionamentos e começa a atrair para a região não somente compradores, mas visitantes, estudantes e aficionados.

Exposições e o futuro da marca Albion

A principal diferença entre o Albion Fields e outros parques de esculturas é a metamorfose visual, com novas instalações alterando os campos constantemente. A primeira exibição, em cartaz até abril de 2022, é uma parceria com outras galerias como as inglesas Lisson, Goodman e Marian Goodman e a berlinense König. São trabalhos de 26 artistas, entre eles velhos conhecidos como James Turrell, Vernar Benet, Alicia Kwade e David Adjaye.

One Two Three, de Jeppe Hein
Foto: Erik Sadao

LOGO n. 134, de Richard Woods | Foto: Erik Sadao
Le Silo | Foto: Erik Sadao

Uma exposição de novas pinturas de Douglas Gordon (até fevereiro de 2022) será acompanhada por três obras de Tony Oursler no outono: (AWGTHTGWTA); Influence Machine e Talking Lights. Os dois primeiros utilizam o formato sons-et-lumière, iluminando os celeiros conforme a chegada dos meses mais escuros. Já Talking Lights é composta por uma lâmpada antropomorfizada pelo som, sincronizando a intensidade da luz com o volume da voz.

Para manter a proposta de incubadora de artistas e suas grandes obras ao ar livre, o Albion Fields continuará a crescer. Estão previstas sete novas esculturas para os próximos meses. Além das mostras temporárias, duas instalações permanentes serão acrescentadas à coleção anualmente. E para manter a experiência do visitante impecável, novas galerias foram encomendadas ao estúdio Seilern Architects, incluindo um surpreendente espaço subterrâneo construído sob um dos celeiros mais antigos da fazenda.

Os hotéis de Londres já começaram a organizar visitas ao parque. E a curta viagem entre a capital e Oxford ficará ainda mais agradável após a inauguração de um pub recém-adquirido pelo complexo, prevista para a primavera do próximo ano. Decorado com obras curadas pelo Albion Barn e menu assinado por Gary Jones, chef sensação da região, responsável pelo menu do estrelado Le Manoir aux Quat’Saisons, esta pode ser a pedra fundamental de futuros empreendimentos na área da hospitalidade com a marca Albion. Não está descartada a criação de uma guesthouse nos próximos anos. Independente da época do ano que planeje sua visita, uma boa dica para visitantes não britânicos são os sapatos impermeáveis…

Trilhando um caminho que deixaria Peggy Guggenheim orgulhosa, Michael planeja sacudir cenários pacatos com novos parques de escultura, nos moldes do Albion Fields, mundo afora. O próximo será inaugurado em 2022 na China, em parceria com galerias britânicas e amigos artistas que fez ao longo da vida. Como sempre, abrindo espaço aos novos talentos que seu espírito inquieto não para de descobrir.

albionbarn.com

Foto: Divulgação
The Londoner | Foto: Divulgação
The London Edition | Foto: Divulgação
Mapa: Antônio Tavares

Hotéis artsy em Londres

The Londoner
Projetado como um tributo aos artistas, visionários e figuras excêntricas responsáveis pela aura vanguardista de Londres, o The Londoner é opção perfeita para fãs da melhor hotelaria boutique. Localizado na Leicester Square, a poucos passos dos teatros do Soho, das galerias de Mayfair e da vida vibrante de Covent Garden.

O 8 at Londoner, japonês com menu estilo Izakaya, conta com um jardim de inverno concorrido localizado no topo do prédio. Já o Whitcomb’s, francês com apresentação simples e elegante, utiliza ingredientes locais e oferece vistas do terraço para a agitada Leicester Square. O Joshua’s Tavern, com uma seleção de gins e menu de gin-tônicas exclusivo, tem clima de taverna intimista. E o Refuel oferece poções e receitas preparadas para melhorar a performance do corpo e acalmar a mente em um ambiente que remete a um spa urbano.

thelondoner.com

The London EDITION
Um prédio histórico no coração do Soho não revela o interior contemporâneo e elegante do The London EDITION. O destaque são as suítes espaçosas, decoradas com temas náuticos.

O Lobby Bar, super moderno, tem programação musical que varia de DJs a pequenas bandas de rock e jazz. E o concorridíssimo Punch Room é a releitura de um pub do século 19, com carta de drinques e comidinhas que merece especial atenção. Fãs da alta gastronomia inglesa não podem perder o Berners Tavern, um dos restaurantes mais concorridos da cidade, com cozinha assinada pelo chef estrela Michelin Jason Atherton.

editionhotels.com/london

Hotel Café Royal
A entrada discreta localizada na agitadíssima Regent Street não anuncia a riqueza de detalhes do interior estiloso e moderno Hotel Café Royal. Suítes com o maior pé direito da cidade foram decoradas com joias do design contemporâneo. As banheiras de mármore de única pedra, marca registrada de todos os quartos, funcionam como esculturas.

O Oscar Wilde Lounge, onde o escritor irlandês costumava sentar-se, se tornou o cenário de um dos chás da tarde mais concorridos da cidade. E o Green Bar, com menu de drinques de absinto, é um dos endereços mais concorridos assim que caem as cortinas nas peças do West End. Uma entrada quase secreta, na lateral do hotel, permite que atores, produtores e público acessem o bar já na saída do teatro.

hotelcaferoyal.com/pt

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SUSTENTABILIDADE

Hotel

Saiba mais

Café Royal

  • Utilização de materiais eco-friendly no design, incluindo um telhado “verde” para atrair pássaros e insetos como abelhas e diminuir o uso de água do hotel.
  • O sistema de ar utiliza tecnologia inteligente para diminuir níveis de poluição
  • Sistema de energia proporciona aquecimento, esfriamento e eletricidade de maneira eficiente, a partir de uma tecnologia inovadora capaz de economizar 350 toneladas de emissões de carbono anualmente
  • A cozinha utiliza produtos locais, de alta qualidade, para garantir pagamento justo a pequenos produtores;
  • Fornecedores precisam seguir o código de ética do hotel a respeito de trabalho e conservação.

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The London EDITION

  • Todo plástico “single use” foi removido de operações e serviços.
  • Dentro dos apartamentos, qualquer coisa que seja de plástico e de material reciclado é biodegradável e sem parabenos.
  • Opção de serviço “green” que não utilizam produtos químicos.
  • Reprogramação de toda a entrega de lavanderia de roupas de cama e banho para reduzir a emissão de gases.
  • Os sabonetes parcialmente usados são recolhidos por uma instituição de caridade que os higieniza e depois os transforma e são reaproveitados para uso pelas instituições de caridade na África.
  • Todas as chaves de plástico do quarto estão sendo substituídas por chaves de madeira recicladas.
  • Toda a iluminação do hotel está sendo substituída por lâmpadas LED de eficiência energética.
  • O sistema de resfriamento de aparelhos elétricos do prédio é feito usando ar externo nos meses de outono e inverno.
  • Todos os óleos de cozinha são reutilizados fora da propriedade.
  • Resíduos de alimentos são coletados e decompostos.
  • A maioria dos produtos alimentícios como carne, peixe e laticínios são de produtores do próprio Reino Unido.
  • Todos os descansos de copos do bar são produzidos por uma empresa em Brighton que coleta lixo da praia e recicla o material transformando-os em porta-copos.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 05 da Revista UNQUIET.

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