Ipanema

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Banderira do Brasil e bandeira LGBT

50 e poucos universos

O trabalho e a paixão por viajar já me levaram a 50 e poucos países, o que me credencia a afirmar sem titubear que não há uma cidade com natureza linda como o Rio. Assim como não existe decolagem e aterrissagem como no Santos Dumont nem uma praia urbana como Ipanema. Poderia ser suspeito por ser carioca e ter crescido no bairro, mas essa vivência pelo mundo só reforça o sentimento de como o Rio, e em especial Ipanema, é um lugar especial. 

Se o Rio é a capital do melhor e do pior do Brasil, boa parte desse melhor está apertado entre o Arpoador e o Jardim de Alah, o Atlântico e a Lagoa. São 50 e poucas quadras, cada uma um universo particular com muitos contrastes. Poucos metros separam a favela do Pavão-Pavãozinho dos apartamentos de luxo da Vieira Souto, a natureza do asfalto. 

Praia do Arpoador vista aérea
Arpoador | Foto: Getty
Rua Farme de Amoedo | Foto: iStock

A praia condensa toda essa diversidade. Há décadas em frente à Rua Farme de Amoedo tremulam bandeiras do arco-íris marcando o ponto de encontro entre turistas e locais. Nos quiosques, o staff hétero atende a clientela gay com deboche, tipicamente carioca. Entrando pelo bairro, a Farme concentra também o maior número de bares e restaurantes LGBT, ainda que nenhum se assuma como tal. Outra característica carioca: ser sem ser.  

O arco-íris já pode ser visto também em outros pontos da praia. No Arpoador, frequentado por um misto de bees, famílias e surfistas, no cannabis-friendly posto 9 e próximo do Coqueirão dos gringos e esportistas. Nesse quesito o posto 10 se mantém mais discreto, com o arco-íris marcando presença sem bandeiras.

Cristo Redentor, Rio de Janeiro visto do alto.
Rio de Janeiro visto do alto | Foto: iStock

As ruas arborizadas tornam o calor mais ameno, mas o clima é sempre quente. Ipanema tem de longe a maior concentração de turistas gays do país, rivalizando apenas com Copacabana, onde ficam mais dispersos.

Praia do Diabo | Foto: Creative Commons
Rua Vieira Souto | Foto: Creative Commons

Os corpos dos cariocas na academia
ao ar livre da Praia do Diabo,
se exercitando com pesos
de cimento e aparelhos
de madeira, são ícones
da sensualidade à flor
da pele ipanemense.
Entre a academia e o
Forte de Copacabana
fica o Parque
Garota de Ipanema,
oferecendo uma das
vistas mais deslumbrantes
da cidade – e muita ação
na mata próxima à pista
de skate.

Por do sol no Arpoador | Foto: iStock
Pouso Santos Dumont | Foto: Getty

Depois da praia o footing acontece no comércio da Visconde de Pirajá, com lendárias casas de sucos em várias esquinas e galerias com ar-condicionado forte e cafés charmosos escondidos.  Se o dia é para ser aproveitado intensamente, a noite não é exatamente o forte de Ipanema, mas não chega a deixar ninguém na mão. Na quadra da praia da Rua Teixeira de Melo fica o Galeria Café, que apesar do nome é um clube. Apertadinho, mas sempre bem animado. Quase na frente se encontra (ou se perde, dependendo da intenção) a Rio G Spa, sauna igualmente apertadinha e sempre animada.

Pride e Festivais:

É mais fácil adivinhar o valor dólar no ano que vem do que a data da próxima Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio. A segunda maior parada do Brasil acontece na cenográfica praia de Copacabana, em qualquer domingo entre junho e novembro, se Deus quiser. E ele costuma querer.

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Um dos mais lindos pores do sol do planeta acontece no verão de Ipanema, quando o astro rei pousa diretamente no mar entre o Morro dos Irmãos e as Ihas Tijucas. Fato inquestionável, celebrado com irresistíveis aplausos por toda praia.

Praia de Ipanema, mostrando um quiosque
Quiosque em Ipanema | Foto: iStock
Pouso no Santos Dumont | Foto: Unsplash
Galeria Cafe | Foto: Reprodução

Na Garcia D’ Avila estão os bares e restaurantes hypados e mais friendly. A pracinha entre as ruas Joana Angélica, Alberto de Campos e Sadock de Sá costuma reunir uma galera cool em torno do bar de drinques no stand de flores e de um foodtruck com ótimos hambúrgueres e chopps artesanais. 

Ipanema é um bairro cheio de cantos, tradições e sempre inventando coisas novas. Para voltar sempre.

Rio de Janeiro visto de cima | Foto: Unsplash

Onde ficar:

Janeiro Hotel

Com projeto de interiores assinado por Oscar Metsavaht, o Janeiro Hotel é garantia de minimalismo cool instagramável, na fronteira entre Ipanema e o Leblon.

Arpoador

O brunch aos finais de semana já se tornou uma das marcas do simpático hotel. Design contemporâneo e uma vista mar que possibilita curtir o melhor do pôr de sol carioca.

Ipanema Inn

Hotel simpático, super LGBT friendly, no coração do bairro de Ipanema, próximo a lojas e restaurantes badalados. O design contemporâneo e o restaurante agradável são destaques.

Posto 9 | Foto: iStock
Rua Farme de Amoedo | Foto: Getty

Idiomas oficiaisPortuguês
Moeda: Real
Clima: A máxima “Rio 40 graus” não decepciona no verão. E nos últimos anos, o termômetro tem passado muitas vezes dos 40. A primavera e o outono também costumam dar praia. No inverno, dias frios podem surpreender como na música da Adriana Calcanhoto, que diz que a estação no Leblon, bairro vizinho a Ipanema, é “quase glacial”. 

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