Buenos Aires

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Buenos Aires LGBTQIA+: orgulho, tango e fervo.

Guardo uma relação muito próxima com Buenos Aires. Foi lá que tive meu primeiro namorado, realizei edições do Festival Mix Brasil no cine Cosmo da Avenida Corrientes e cheguei a ter uma filial do portal MixBrasil com UOL na Avenida del Libertador e depois na Florida (antes do trágico incêndio que destruiu a sede do portal e determinou o fim das operações por lá). Sempre que possível volto para ir ao BAFICI, principal evento portenho de cinema, para visitar amigos, fazer compras e checar como anda a cena. Mesmo com as intermináveis crises econômicas do país, até hoje a cidade nunca decepcionou. 
A capital argentina disputa com São Paulo o título de capital LGBT da América Latina. Podemos ter um circuito e comunidade maiores, mas nessa saudável competição nossos hermanos levam vantagem no quesito imagem. A Argentina foi pioneira na promoção internacional e no desenvolvimento do turismo LGBT e o resultado aparece na menção constante de Buenos Aires em listas de melhores destinos para esse público. E sobram razões para esse sucesso

Bafici | Foto: Reprodução Facebook
Estação de metrô Santa Fé-Jauregui, obras expostas dentro da estação
Estacion Santa Fé-Jauregui | Foto: Reprodução
Palermo Soho | Foto: Wikimedia Commons

Recentemente a cidade ganhou dois espaços públicos de visibilidade para demonstrar apoio oficial à causa. A estação de metrô que fica no cruzamento das avenidas Santa Fé e Pueyrredón, um dos mais conhecidos pontos de encontros da comunidade na Recoleta, ganhou o nome de Santa Fé-Jáuregui, em homenagem a Carlos Jáuregui o fundador do histórico CHA (Comunidade Homossexual Argentina) e organizador das primeiras marchas de orgulho LGBT. A estação tem um mural em homenagem a figuras do movimento e as escadas são pintadas nas cores do arco-íris. No Microcentro, próximo ao Obelisco e ao histórico Café Tortoni, a Plaza Roberto Arlt virou um espaço equipado para atendimento ao público LGBTQIA+, com painéis instagramáveis de arco-íris e quiosque de informações. 

A Argentina está bem à frente do Brasil com relação a direitos civis e humanos. Aborto e uso medicinal de cannabis foram aprovados em 2020, e bem antes do que aqui foram aprovados o casamento e adoção por casais homoafetivos. Em Buenos Aires é lei cota que estabelece 1% dos cargos públicos para pessoas trans. 

Esses avanços aconteceram porque a comunidade não esperou o Estado para se organizar. Um grande exemplo é a Casa Brandon, que desde 2000 funciona como farol para o ativismo LGBT. Um centro comunitário que também serve de balada, sempre com uma programação inteligente e fervida na sede da Villa Crespo, bairro vizinho a Palermo.

Fiesta Jolie: DJ e pessoas dançando com luzes colorindo o ambiente.
Fiesta Jolie | Foto: Reprodução Facebook

Buenos Aires é conhecida pela intensa vida noturna e no caso da cena LGBT consegue misturar política ao fervo. É o caso da Fiesta Jolie, que acontece às quartas-feiras e reúne uma galera queer promovendo temas engajados. Mesmo acontecendo durante a semana, a movimentação começa depois das duas da manhã. Para evitar filas é bom chegar “cedo”, o que no relógio local significa uma da manhã.

Palermo Soho | Foto: iStock

Aos domingos, a feira no bairro de Santelmo é o ponto de encontro de portenhos e turistas e é no Pride Café, na esquina de Balcarce e Dr Giuffra, que gays e lésbicas se encontram para tardes com bingo de drag queens e shows de tango.

Outra grande atração de Buenos Aires é a cena gastronômica. O tradicionalíssimo Don Julio, em Palermo Soho, foi eleito esse ano o melhor restaurante da América Latina, título digno da fama mundial das carnes argentinas. Pois até lá os clientes LGBT são saudados com uma bandeira do arco-íris na vitrine. 

Palermo Hollywood | Foto: Divulgação

Pride e Festivais:

Em novembro acontecem dois dos mais importantes eventos LGBT de Buenos Aires. A Marcha do Orgulho LGBT reuniu em 2019 mais de 500 mil pessoas e se tornou o segundo maior evento do gênero na América Latina (lá vem de novo a comparação com São Paulo, mas nesse caso ganhamos de lavada). Na mesma época acontece o Festival Tango Queer, um verdadeiro marco da identidade LGBT.

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Floreria Atlantico está há anos em todas as listas de melhores bares do mundo. Escondido no subsolo de uma loja de flores moderníssima na europeia Calle Arroyo, no bairro central do Retiro, tem uma espetacular seleção de drinks, ótimo som e clima super gay friendly.

Museus que recomendamos:

Fundación Proa tem uma coleção fantástica e exposições de nomes importantes da arte contemporânea. Fica em um prédio de arquitetura moderna na Boca, na beira do rio bem ao lado do Caminito. Em Puerto Madero está a sede da Colección de Arte Amalia Lacroze de Fortabat que além de exposições de grandes nomes das artes argentinas oferece uma bela vista das docas no charmoso café Croque Madame. No MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires está uma das coleções mais essenciais de arte latina, de Frida Kahlo e Diego Rivera a nossa obra mais icônica, o Abaporu de Tarsila do Amaral. 

Onde ficar:

Hotel Faena 
Um dos projetos arquitetônicos mais celebrados das americas, o Faena é colorido, moderno e eclético. Localizado no coração do Puerto Madero, é a opção ideal para amantes da boa gastronomia e da cena cultural e artística. 

MIO Buenos Aires
Pequeno hotel boutique, muito bem decorado, localizado no coração da Recoleta, próximo da cena queer da cidade. O charmoso restaurante contemporâneo e o pequeno spa são destaque.

Gay Pride | Foto: iStock
Pride Café | Foto: Reprodução Facebook
MALBA | Foto: Reprodução Facebook
Las Chicas de la 3 | Foto: Reprodução
Feira de San Telmo | Foto: Wikimedia Commons
Estacion Santa Fé-Jauregui | Foto: Reprodução

E para dar um toque popular e engajado ao roteiro foodie, inclua uma visita ao Mercado Central para conhecer La Chicas de la 3. O box do casal Patricia Rodríguez e Romina Moore, conhecido mundialmente pela série Street Food da Netflix, tem como destaque a tortilla de papa rellena de queso y jamón. Para finalizar com água na boca o roteiro de sua próxima viagem a Buenos Aires.

Idiomas oficiais: Castelhano
Moeda: Peso argentino
Clima: Buenos Aires é conhecida pela primavera fresca, com bulevares floridos, e pelo verão abafado, com temperaturas que podem chegar a 42 graus. O outono, a estação preferida dos portenhos, é quando as ruas e cafés da cidade fervem com gente do mundo inteiro. No inverno, a cidade fica agitada com esquiadores que dão uma esticadinha urbana antes de acessar as estações de esqui do país. 

Casa Brandon: a fachada com bandeira LGBT pendurada, as pessoas na rua conversando.
Casa Brandon | Foto: Reprodução Facebook

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