São Paulo

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Guia LGBTQIA+ em São Paulo: parada lgbt

Bolha de plenitudes e contradições.

São Paulo acaba funcionando como uma grande bolha onde essas pessoas podem se expressar livremente. E é na região central que essas existências podem ser vividas em todas suas plenitudes e contradições, em estilo essencialmente hi-lo.

Na Paulista, Consolação, Jardins, Bela Vista, Vila Buarque, Santa Cecília e Pinheiros também, mas de outros jeitos. O chamado Centrão é um caldeirão de imigrantes africanos, asiáticos e sul americanos, onde igrejas evangélicas convivem lado a lado com cinemas pornô e restaurantes sofisticados dividem calçadas com “podrões”.

Há vários circuitos para imensa diversidade contida nas letras da sigla LGBTQIA+. Começando pelo tradicional Arouche, que já foi um bairro chic, passou pela decadência total e hoje, depois da reforma da praça, vive um renascimento com novos e modernos edifícios residenciais, hotéis e cafés.

LGBTQIA+ São Paulo: foto aérea da Avenida Paulista
Avenida Paulista | Foto: Unsplash
LGBTQIA+ São Paulo: imagem aérea do edifício Copan à noite
Edifício Copan | Foto Getty
LGBTQIA+ São Paulo: bancas de flores do Lardo do Arouche
Largo do Arouche
Foto: Wikimedia-commons

Durante todas essas fases o público gay mais maduro nunca abandonou os bares da Avenida Vieira de Carvalho, aos finais de semana, também, ponto de encontro da juventude queer periférica. Dentro da vizinha estação República do metrô, o Museu da Diversidade Sexual abriga exposições sobre a história da comunidade e de novos artistas LGBT. Bem perto dali fica o Copan, edifício projetado por Oscar Niemeyer, um dos símbolos da capital paulista. Na rua interna um público das artes, mais moderno e bem diverso, se aglomera em lugares como o Orfeu, restaurante com pistinha de dança, e o Copanzinho com suas mesas na rua.

Atravessando a avenida Ipiranga chegamos na Rua Major Sertório, que passou por uma transformação radical nos últimos anos, de área degradada a uma espécie de mini Berlim, com mercadinhos e padarias orgânicas, bares e restaurantes descolados com parklets, lojas de design e um fervidíssimo karaokê com filas que viram o quarteirão.   

Caminhando duas quadras encontramos a Praça Roosevelt, onde o povo das artes cênicas se concentra em uma esplanada com salas de teatros e muitos bares abertos até altas horas, onde beijar na boca é praticamente mandatório.   

LGBTQIA+ São Paulo: fachada da Galeria Olido
Galeria Olido | Foto: Wikimedia-commons

Para que o giro LGBTQIA+ pelo Centrão seja completo, é preciso passar ainda pela lendária Galeria do Rock e a vizinha Galeria Olido. A última, após uma grande requalificação, abriga a Galeria do DJ, inaugurada durante a pandemia. Na quadra de baixo fica a Praça das Artes, complexo cultural frequentado pela galera da dança e que foi incorporado ao novíssimo Vale do Anhangabaú. Em uma cidade com tantas opções, difícil é não encontrar a sua turma.

Pride e Festivais:

A Parada do Orgulho LGBT DE São Paulo é a maior do planeta e acontece sempre no domingo do feriado de Corpus Christi. Nos dias que antecedem, a cidade ferve com festas e eventos para todos os gostos. Em novembro é a vez do Mix Brasil, festival dedicado ao cinema, teatro, música e literatura LGBTQIA+ que é um dos maiores do gênero no mundo.

LGBTQIA+ São Paulo: entrada do Museu da Diversidade
Museu da Diversidade | Foto: Divulgação
LGBTQIA+ São Paulo: Praça da República durante o dia com o céu azul
Praça da República | Foto: Unsplash
LGBTQIA+ São Paulo: Balsa, bar e rooftop no centro
A Balsa
Foto: Reprodução Facebook

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A Balsa se define como uma casa de encontros. Tem  um bar aconchegante com ótimos drinks e música e no andar de cima um imenso rooftop com vista para o centro velho e Viaduto Santa Ifigênia. Como não tem dia certo para abrir, geralmente de quinta a domingo mas muda sempre, é preciso checar e reservar antes no facebook.com/balsa26

Onde Ficar:

O Hotel Unique, tanto por suas formas arredondadas que desafiam a gravidade, quanto pela badalada piscina vermelha de seu terraço, se tornou um ícone da diversa arquitetura paulistana. O restaurante Skye, localizado no topo do hotel, é um dos endereços mais concorridos da cidade.  
O Emiliano é famoso pela decoração minimalista e pelo brunch servido aos finais de semana. A  localização, no coração dos jardins, próximo a galerias de arte, restaurantes, cafés, lojas e shoppings de luxo como o novo CJ Shops Jardins, garante programas diferentes para todos os dias da semana.  

LGBTQIA+ São Paulo: Hotel Unique, ícone pela arquitetura e pelo restaurante Skye
Hotel Unique | Foto: Creative-Commons

Clima: SP é quente na primavera (set-dez) e no verão (dez-mar) e tem temperaturas amenas no outono (mar-jun) e inverno (jun-set). Picos de calor, com temperaturas que beiram os quarenta graus podem acontecer durante o verão e dias gelados, com termômetros abaixo dos dez graus no inverno.

Bairros com vida LGBT: Além do Centro, sugerimos visitas a Pinheiros, epicentro das lojas, restaurantes e cafés mais legais da cidade e sua vizinha  Vila Madalena, um dos lugares com maior vocação boêmia da capital paulista. Em Higienópolis e na vizinha hipster Santa Cecília, padarias e restaurantes tradicionais dividem a calçada com os endereços veganos e cervejarias artesanais mais concorridos da cidade. O bairro dos Jardins, maior concentração de galerias de arte, hotéis e de ótimos bares e restaurantes, é o lugar para ver e ser visto. Na Bela Vista, e em toda área da Avenida Paulista, cinemas de rua e museus pulsam a vida cultural durante o dia. À noite, bares e baladinhas que surgem a cada estação  enquanto bares e baladinhas que surgem a cada estação garantem a diversão dos visitantes. 

Museus que recomendamos: A superlativa capital paulista reúne a maior concentração de museus do país e não fica devendo nada a metrópoles mundiais. Na região da Avenida Paulista, o MASP reúne um dos mais impressionantes acervos do país. Aproveite a visita para conferir também o Instituto Moreira Salles, a Japan House São Paulo e o Itaú Cultural, também localizados no endereço mais famoso da cidade. Nos Jardins, além do cem fim de galerias de arte, o MuBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia) e o MIS (Museu da Imagem e do Som) reúnem algumas das mostras mais badaladas da cidade. Em Pinheiros, o Instituto Tomie Ohtake é ponto artsy queridinho com exposições concorridas. E no Parque do Ibirapuera, o MAM (Museu de Arte Moderna), o MAC (Museu de Arte Contemporânea) e o Museu Afro Brasil são motivos para uma visita à maior área verde da cidade. Uma “ilha de museus” paulista no bairro da Luz é formada pela imponente Pinacoteca de São Paulo, com um acervo que a torna endereço obrigatório, pela Estação Pinacoteca, onde importantes registros do período da ditadura estão disponíveis e pelo  Museu da Língua Portuguesa, no momento em reconstrução. Aproveite para visitar a Sala São Paulo e a Estação da Luz quando estiver por lá. 

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