Renato Soares: o chamado da Floresta

Em centenas de incursões à floresta, que considera como sua segunda casa, Renato registra a vida indígena e sua cultura

Renato Soares fotógrafo

Uma inquietude, como uma voz que sussurrasse em seu ouvido, tocou a juventude de Renato Soares. Sem saber bem ao certo por que, o garoto, nascido na pacata Carmo de Rio Claro, em Minas Gerais, cismava em olhar para longe. Vivia de música e de sonhos, sem saber com o que exatamente sonhava. Foi aos 16 anos que resolveu: “Preciso conhecer a floresta”. A decisão definiria o curso de sua vida. 

Em sua primeira viagem à Amazônia, na década de 1980, ele descobriu sua vocação e encontrou o sonho que tanto buscava. O encontro com grupos indígenas seria, a partir de então, o mote de sua vida e de seu trabalho. Renato Soares começou a fotografar, registrando o dia a dia e a cultura dos povos originários, que, a cada nova incursão pela floresta, o encantavam mais e mais. “Quando entro em contato com uma tribo indígena, sinto como se um portal me transportasse para um passado remoto, um universo original e puro”, explica ele, que nos últimos 40 anos fez centenas de viagens a diversas regiões brasileiras, vivendo por longos períodos nas aldeias.  

Autodidata, o fotógrafo teve no sertanista Orlando Villas-Bôas um amigo e incentivador. Com seu trabalho, e a anuência dos indígenas, ele fotografa e reverte parte da renda para a sobrevivência das comunidades. “Tenho parcerias com diversos grupos. Minhas primeiras imagens foram utilizadas em livros didáticos, o que gerou um grande impacto positivo para a aldeia, e foram se disseminando por outros grupos”, conta ele, que tem mais de 500 mil imagens registradas, incluindo colaborações para revistas como National Geographic e Scientific American. Além de valorizar, dar visibilidade e gerar renda para os povos originários, o trabalho de Soares reflete a riqueza e a diversidade da cultura indígena brasileira, com mais de 305 etnias e 274 línguas catalogadas. “Temos muito o que aprender com eles. Os índios não cultuam o acúmulo de riqueza. O que realmente tem valor para eles são suas crianças, seus idosos e o conceito de família. Eles são livres de pensamentos mesquinhos e valorizam a liberdade”, afirma o fotógrafo, que está prestes a lançar a coleção de livros Povos Originários, pela Editora Afluente, com cinco títulos previstos na primeira fase.

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