Pantanal: a grande planície inundada

Refúgio Ecológico Caiman proporciona uma vivência completa na maior planície inundável do mundo

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Refúgio Ecológico Caiman

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Validade: viagens até novembro de 2022

O Pantanal está localizado entre três países: Bolívia (leste), Brasil e Paraguai (norte). A parte brasileira se divide entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (região Centro-Oeste). Este que vem a ser o menor bioma do país é a maior planície de inundação do mundo, com 250 mil quilômetros quadrados. Riquíssimo em biodiversidade, o Pantanal abriga mais de 650 espécies de aves, 260 de peixes, 100 de mamíferos e 50 de répteis, sem contar as mais de 2 mil espécies de plantas. O ecossistema foi considerado pela Unesco Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. É muita coisa.

Foto: Marina Bandeira Klink
Foto: Marina Bandeira Klink

Quando visitar o Pantanal

Conhecer o lugar em uma visita só é tarefa difícil. Além de as regiões do sul e do norte serem distintas, existe outra questão que muda completamente as vivências e também as paisagens. As estações da cheia e da seca.

Na cheia, entre os meses de outubro a março, os rios transbordam e a paisagem se torna fluida, uma imensa lâmina d’água espelha o céu e cada pôr do sol se torna um espetáculo único com uma miríade de cores. É o momento de revigoramento da fauna e da flora, em que é possível avistar com facilidade aves aquáticas como tuiuiús, cabeças-secas, patos, marrecos e garças. Já os mamíferos migram para áreas mais altas, onde se encontram muitas capivaras e veados-campeiro e catingueiro. Na seca, que vai de abril a setembro, os mamíferos que se dispersaram com a cheia voltam a ocupar a planície. O céu apresenta as noites mais estreladas, e a temperatura mais amena com o fim das chuvas torna os passeios noturnos bem prazerosos. Durante a vazante podem ser observados mais facilmente onças, queixadas e catetos (dois tipos de porco-do-mato, o primeiro com caninos mais salientes), cervos-do-pantanal e bandos de primatas, como bugios e macacos-prego. A paisagem é formada por campos e morros isolados, além de pequenas lagoas dispersas e dos corixos, pequenos canais que ligam as lagoas.

O ideal é dividir a visita em duas experiências completamente diferentes: a região da cidade de Miranda (MS) e a porção que começa em Corumbá (MS), banhada pelo rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia, e vai até a cidade de Poconé (MT), onde as viagens são feitas de barco.

Capivara | Foto: Marina Bandeira Klink
Foto: Marina Bandeira Klink

Refúgio Ecológico Caiman

O Refúgio Ecológico Caiman é a experiência mais completa para vivenciar o Pantanal por terra. Localizado na zona rural da cidade de Miranda, a cerca de 200 quilômetros da capital Campo Grande, há duas formas de chegar até lá: de carro ou por meio de aeronave particular ou táxi aéreo. O pouso acontece em pista particular e gramada, com 1.400 metros de comprimento.

O Refúgio Caiman é uma mistura de aconchego pantaneiro nos aposentos com a imersão na vida selvagem lá fora. Uma iniciativa autêntica que começou há mais de 30 anos como a primeira operação de ecoturismo no Pantanal sul-matogrossense. Fundado em 1912 como fazenda de criação de gado tradicional, hoje o refúgio desenvolve a pecuária extensiva de bois, vacas e bezerros integrada à natureza em campos de pastagem naturais e artificiais. Além disso, a prática agroflorestal e outros três projetos integrados ao ecoturismo local permitem um mergulho profundo na cultura e na fauna: o Onçafari, o Projeto Arara Azul e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dona Aracy.

O Onçafari é um projeto que atua há dez anos na conservação das onças-pintadas da região. Um grupo de biólogos especialistas na fauna local sai a bordo de um veículo 4×4 que leva os visitantes para observar de perto a vida silvestre nos moldes dos safáris africanos, com destaque para as pintadas. Aliás, o Pantanal também tem seus “big five”, a exemplo das cinco estrelas selvagens mais difíceis de serem caçadas a pé na África – leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo-cafre.

Os nossos são o cervo-do-pantanal, a onça-pintada, a capivara, a anta e o tamanduá-bandeira. Apesar de que não seria exagero dizer “big six”, pois o tuiuiú, símbolo pantaneiro e a maior ave voadora do Brasil, prende nossa atenção toda vez que abre as asas em sua envergadura máxima, de até 3 metros, para levantar voo.

Casa Caiman | Foto: Divulgação
Foto: Marina Bandeira Klink
Inscrições rupestres | Foto: Marina Bandeira Klink

Cultura pantaneira

Tão viva quanto o ecossistema é a cultura indígena, a cultura pantaneira, a música e a culinária, que em dias de festa adicionam ainda mais sabor ao cotidiano.

Muito antes da chegada do homem pantaneiro, ali nas proximidades das terras do Refúgio Caiman já habitava e ainda habita a comunidade indígena terena, que se destaca na arte cerâmica como meio de subsistência, com seu avermelhado polido e belos padrões de grafismos no estilo floral, pontilhado, tracejado, espiralado e ondulado. Eles produzem peças utilitárias e decorativas como vasos, bilhas, potes, jarros, na forma de animais locais, além de cachimbos, instrumentos musicais e adornos variados.

O trabalho, que é predominantemente feminino, tem algumas regras que devem ser seguidas pelas mulheres. Em dia que se faz cerâmica não se vai para a cozinha, pois acredita-se que o sal seja inimigo do barro. Aos homens cabe, por tradição na maioria das nações indígenas, somente o trabalho de extrair o barro e processar a queima, tarefas que exigem maior vigor físico. As peças são modeladas manualmente com a técnica de roletes.

Já a cultura do homem pantaneiro descende dos bandeirantes paulistas e dos garimpeiros que viajavam em canoas através dos rios Tietê, Paraná e Paraguai, em direção às minas de metais preciosos da região de Cuiabá. Terminada a Guerra do Paraguai (1864-1870), eles resolveram ficar e criar gado. Se afazendaram. Chapéu de palha de abas largas, calças jeans e camisa. Na cintura, por debaixo do cinturão de couro, uma faixa de algodão colorida e um facão. Nos pés, as onipresentes botinas de couro.

Serra do Amolar

Ainda de Mato Grosso do Sul, quase na divisa com Mato Grosso, partem os barcos em direção a um tesouro escondido do Pantanal: a serra do Amolar, que destoa completamente da perspectiva plana típica do Pantanal. Imagine uma cadeia de montanhas de 80 quilômetros de extensão, rodeada de rios e considerada como área prioritária de conservação. O local guarda em seus morros vestígios arqueológicos dos ancestrais que acreditavam ser ali o centro do mundo.

O difícil acesso e sua complexa formação, cercada por rios, lagoas, campos alagados o ano inteiro e uma vegetação influenciada pela Amazônia e pelo Chaco, tornam a visita o descobrimento de uma riqueza nunca vista.

Partindo de Corumbá, o Comodoro é uma embarcação de luxo que realiza um cruzeiro de cinco dias pelo rio Paraguai até o Refúgio Acurizal, região ao pé da serra do Amolar onde vivem dezenas de comunidades ribeirinhas.

O roteiro feito pela Amolar Experience, a operadora local com mais conhecimento na região da Reserva Acurizal, parte diariamente com “lanchas rápidas” que viajam acopladas ao barco-mãe, promovendo passeios diários com uma passagem completa por pontos quase inóspitos. É o caso do alagado do Taquari, antigo desastre ecológico que se transformou em um paraíso. Foram dezenas os problemas trazidos pelo assoreamento do rio Taquari, um dos principais afluentes do Paraguai.

Foto: Divulgação
Serra do Amolar | Foto: Marina Bandeira Klink
Passeio a cavalo, Caiman | Foto: Divulgação
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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

Saiba mais

Refúgio Ecológico Caiman

  • Mais de 10% da área total da pousada destinada a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural)Dona Aracy.
  • Desde 2019, o antigo pomar deu espaço à uma agrofloresta, responsável por fornecer uma série de alimentos orgânicos para a comunidade, hóspedes e os animais.
  • Instalação de três composteiras na agrofloresta, com o objetivo de transformar os resíduos orgânicos do refeitório das vilas dos moradores em adubo para produzir novos alimentos. Mais de 10 toneladas de alimento foram reutilizadas. A Casa Caiman também conta com três composteiras que reaproveitam os alimentos do restaurante da pousada.
  • Projeto Abelhas Indígenas: A iniciativa, que instalou mais de 20 caixas da espécie Jataí dentro da agrofloresta, tem conscientizado a comunidade sobre a importância deste inseto para a natureza e a urgência em preservá-lo.
  • Apoio a iniciativas de conservação, como Onçafari, Arara Azul e Papagaio Verdadeiro.
  • Certificado de membro Global Ecosphere Retreats® (GER)
  • Central de Reciclagem, o Saneamento Ecológico, que utiliza uma bacia de infiltração em uma área de cultivo de bananas para tratar a água da cozinha e da lavanderia da Caiman; o Tratamento de Esgoto e outras medidas.
  • Plano de Combate ao Fogo: Intensificação de medidas para melhorar o trabalho de prevenção às queimadas que acometem o Pantanal. Monitoramento de focos de fogo diário através de satélites e da rede colaborativa organizada com fazendas vizinhas, para que as queimadas não se espalhem. Treinamento de equipe de brigada de incêndio.

caiman.com.br/#conservacao

Mas se o rio secou de um lado, do outro fez surgir o que passou a ser chamado de “Payaguás do Xarayés”, um delta de águas tão transparentes que a cor se confunde com o azul do céu. Além da estonteante transparência, a vegetação e a fauna se modificaram e as espécies foram substituídas por outras mais adaptadas à nova condição do solo: arraias e peixes coloridos que, ao nadar, parecem vindos de uma outra dimensão subaquática.

As viagens que partem diariamente do cruzeiro Comodoro contemplam ainda as vivências nas comunidades locais, caminhadas pela serra, as pinturas rupestres do morro do Caracará e o encontro com animais. Tudo entre um banquete e outro, no barco e em terra firme.

O roteiro se completa com a opção de partir da última parada do cruzeiro para uma esticada de cerca de três horas de navegação até a região de Porto Jofre, bem próximo à cidade de Poconé, já no estado de Mato Grosso, e muito perto também da fronteira boliviana. Ali é o lugar de maior concentração de onças-pintadas do mundo. Algo em torno de oito a nove felinos a cada 100 quilômetros quadrados e que vivem tranquilos em seu hábitat, caçando, tomando sol no fim da tarde e brincando com os filhotes nas praias formadas ao longo dos diversos afluentes.

Conhecer o Pantanal pode se resumir a isto: entender que ali é um mundo quase à parte, de natureza viva, pura. É ter a oportunidade de compartilhar uma riqueza especial do Brasil. Entrar numa peça de teatro onde a flora é o cenário e os protagonistas, além da fauna, são estrangeiros e brasileiros como nós, convivendo em harmonia nesse delicioso caldo de cultura e mistério chamado Pantanal desde o tempo dos guatós.

Mapa: Antônio Tavares

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 05 da Revista UNQUIET.

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