Tesouro Original

Trabalho de cestaria e de biojoias exalta a cultura indígena e garante renda extra a artesãos da Amazônia, além de valorização cultural

Manter vivas as tradições dos povos originais é uma necessidade urgente para a cultura brasileira. E, mais do que isso, é um meio de sobrevivência e de valorização das diversas comunidades indígenas, entre elas a Associação dos Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira (Assai), cujo trabalho revisita um dos conhecimentos centrais de sua sobrevivência: a cestaria. 

A prática de trançar cestos, assim como outras peças do artesanato produzido em São Gabriel, no Amazonas, possui uma profunda ligação com a vida indígena, já que são artefatos presentes no cotidiano das comunidades, como na pesca, na caça, na agricultura, nos rituais e nas danças. O aturá, por exemplo, uma cesta muito comercializada por causa de seu trançado, é utilizado nas roças para a colheita da mandioca, a alimentação básica dessa população.

assai artesol amazônia
lado, peças produzidas com
diferentes trançados e formas | Foto: Felipe Abreu

A Assai integra 30 famílias, de diferentes etnias, que produzem e comercializam seu artesanato, e que, além da venda dos produtos, mantêm a difusão da cultura indígena do Alto Rio Negro. Trata-se de uma região no extremo noroeste da Amazônia, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, também conhecida como Cabeça de Cachorro, onde está concentrado o maior povoado indígena do Brasil. O município, de 45 mil habitantes, tem 90% de nativos e agrega 23 etnias, com 19 línguas originais. São Gabriel da Cachoeira é a primeira e única cidade brasileira a ter outros idiomas reconhecidos como oficiais, além do português – entre elas o tucano, o baniwa e o nheengatu. 

O processo de produção das cestas e de outros objetos, como biojoias e porta-joias (samburás) elaborados com sementes da região, é feito exclusivamente por homens e mulheres da comunidade, que imprimem seus conhecimentos ancestrais no manejo e no tingimento das peças. A principal matéria-prima utilizada é a fibra vegetal das palmeiras de arumã e tucum, sempre retiradas da mata de forma sustentável, já que, por se encontrar dentro de uma demarcação de terra indígena, os povos possuem licença para sua extração.

“A aproximação entre design e artesanato ajudou os artesãos da Assai a se reconectar com suas próprias tradições”, explica Josiane Masson, diretora executiva da Artesol, uma ONG que apoia iniciativas de artesanato brasileiro e respalda a Assai. “O mix de produtos do grupo inclui peças contemporâneas criadas com saberes ancestrais e a valorização das matérias-primas da Floresta Amazônica, com refinamento estético e uma proposta de uso totalmente conectada com o mercado”, finaliza ela.  

artesol.org.br

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