Socotra

Com paisagens que beiram o surreal, passar uma semana nesse paraíso intocado, no encontro do Oceano Índico com o Mar da Arábia, entre o mar e o deserto e em contato com espécies únicas de fauna e flora, toca o coração

Abraçado entre o Oceano Índico e o Mar da Arábia, o Arquipélago de Socotra é um daqueles lugares inóspitos em que as tecnologias do mundo moderno e as infraestruturas convencionais ainda não aterrissaram. Território do Iêmen, Socotra é a maior das ilhas que se estendem ao leste do Chifre da África, com uma população alegre, de aproximadamente 50 mil habitantes, espalhados em seus 3,7 mil km². O centro da ilha abriga as Montanhas Hajhir, com estreitas planícies costeiras ao norte e ao sul, que dão uma amplitude visual ao pouco turismo que chega à ilha e à abundância de biodiversidade e de espécies endêmicas, que você só vai encontrar aqui. 

Os historiadores contam que até o século XVII, a religião predominante era o cristianismo e, entre 1507 e 1511, os portugueses tiveram uma rápida passagem por Socotra. O islamismo chegou à ilha no período do sultanato de Mahra, do sudeste do Iêmen, e se mantém até hoje como crença predominante.

Há relatos de que, em 1834, os britânicos tentaram, sem sucesso, comprar a ilha. Em 1886, o sultão aceitou a proteção britânica para todo o sultanato, que se estendia pelo continente até as ilhas do arquipélago, a 400 km da costa. Somente em 1967, com a partida dos britânicos e o fim do sultanato, Socotra se tornou parte do Iêmen.

Vídeo: Victor Collor

Biodiversidade latente 

Considerada a Galápagos do Índico, a ilha abriga uma abundância de flora e fauna como em nenhum outro lugar no mundo. Ao buscar no Google por Socotra, a primeira imagem que aparecerá será algo relacionado às dragon blood trees, as “árvores de sangue do dragão”, uma espécie que só é encontrada aqui e é cartão-postal. Ela, inclusive, estampa as notas de 100 rials, a moeda local.

Os socotranos acreditam na lenda de que a primeira árvore nasceu da briga de dois irmãos, dois dragões que lutaram, se mataram e com a união de sangue, corpo sobre corpo, fez nascer a primeira árvore.

As Dracaena cinnabari (o nome científico dessa espécie) chegam a ultrapassar 600 anos de idade e têm valor na economia local dos habitantes do Platô de Diksam, a região de maior densidade da espécie. De abril a maio, os socotranos extraem a seiva da árvore, de coloração vermelha – o que justifica o nome popular –, para a utilização em cosméticos, pinturas e, sem nenhuma comprovação científica, como um remédio para as mulheres em período menstrual.

Quando o assunto é conservação, vale ressaltar que a espécie está ameaçada e alguns ativistas já preveem o futuro. Com as mudanças climáticas e com uma média menor de chuvas desde os anos 1990, Socotra vem sendo atingida por ciclones cada vez mais intensos. Em 2015, os ciclones Chapala e Megh causaram imensos estragos sociais e ambientais, com ventos que chegaram a 167 km/h.

Floresta das exóticas dragon blood trees no Platô de Diksam | Foto: Victor Collor
O mar “azul turmalina” da costa durante a navegação até a Praia de Shoab | Foto: Victor Collor
Estrela-do-mar Linckia encontrada na rica fauna da ilha | Foto: Victor Collor

Em 2008, Socotra foi designada como Patrimônio Mundial pela Unesco devido a sua biodiversidade e quantidade impressionante de flora e fauna nativas, presentes apenas em seu território. A ilha abriga uma enorme diversidade de plantas, com 825 espécies (37% endêmicas), répteis, com 34 espécies (90% nativas), e 96 espécies de caracóis terrestres (95% deles encontrados somente aqui). 

O extenso litoral da ilha, abraçada pelo Oceano Índico e pelo Mar da Arábia, é o lar de uma população de 192 espécies de aves terrestres e marinhas, e algumas ameaçadas de extinção. A vida marinha também é de grande riqueza, com 253 castas de corais, 730 espécies de peixes e 300 de caranguejos, lagostas e camarões.

Dependência política e econômica 

Em cenários de guerra, a conservação da biodiversidade é algo que está longe na lista de prioridades de uma nação. Com o início da guerra civil do Iêmen, em 2014, e a falta de atenção por parte das autoridades locais, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita estão de olhos abertos e hoje são peças-chave na vida local.

Dunas de Arher | Foto: Victor Collor

Com pouca produção própria e a pesca como subsistência, as nações têm suprido a ilha com mantimentos e infraestruturas básicas. Os sauditas estão doando embarcações, além de construir escolas em diferentes partes da ilha. Já os Emirados Árabes Unidos são ainda mais ativos: é possível avistar a bandeira e imagens dos sheiks por todos os lados. Hoje, a federação dos sete emirados fornece à ilha eletricidade, gás, combustível, alimentos e hospitais. Vale ressaltar que a internet ainda não é algo comum para os socotranos, as companhias telefônicas do Iêmen mal funcionam na região e a melhor recepção de sinal 3G é da Etisalat, uma companhia dos EAU. Não à toa, o único voo de acesso à ilha sai de Abu Dhabi em caráter humanitário – o mesmo que transporta viajantes com interesses turísticos pelo destino.

Os socotranos dizem que a vida melhorou após o suporte dos países vizinhos, resta saber o que o futuro reserva e quais interesses estão em jogo.

Abutre-do-egito encontrado na rica fauna da ilha | Foto: Victor Collor
O espetáculo da laguna de Deetwah | Foto: Victor Collor

A descoberta de Socotra

Com esse panorama, você já deve estar se perguntando como eu fui parar em Socotra. Vamos lá: foi preciso deixar de lado a zona de conforto e encarar o real desafio de “me perder” pelo mundo e embarcar rumo ao desconhecido, o que é fascinante pela certeza de que vamos nos surpreender a qualquer momento.

Há alguns anos,  minha mãe e eu embarcamos em jornadas fotográficas com a ideia de registrar diferentes formas de vida e de natureza.

Inquieta e curiosa, Thereza conheceu o Iêmen em 2008, antes da guerra civil, por meio de seus estudos e pesquisas para a sua coleção de joias étnicas. Há mais de oito anos, ela cultiva um jardim de rosas-do-deserto na Reserva Pituba, em Alagoas, e foi ao longo de sua busca de conhecimento sobre a Adenium obesum (o nome científico da rosa-do-deserto) que ela encontrou Socotra. A ilha é o berço nativo e endêmico dessas curiosas árvores, de tronco bojudo e flores rosa multicoloridas. Eis aqui o ponto de partida da jornada.

Com a reabertura do turismo em 2021, Thereza conheceu e fez contato com a Welcome to Socotra (welcometosocotra.com), uma das poucas agências de turismo na ilha.

A empresa é de Matheo e Nicoló, dois italianos que foram conhecer a região anos atrás e se encantaram com a beleza e o potencial turístico. Os dois se associaram a Abdulah, um autêntico socotrano, e criaram a agência para receber turistas com mais atenção. Hoje eles se dedicam ao turismo nos meses de outubro a março, guiando os inquietos que se dispõem a conhecer esse destino remoto e intocado. 

Feitos os contatos e os acertos, fechamos a mala e embarcamos. 

Vista sobre Kalissan, os cânions brancos | Foto: Victor Collor
O sorriso do garoto socotrano Abdullah, com vestes típicas do Oriente Médio | Foto: Victor Collor

Dia 1 ‒ Longa jornada 

A aventura começa antes de embarcar rumo ao Oriente Médio. Para chegar a Socotra, o governo do Iêmen exige um visto de turismo, que os viajantes só conseguem através de uma agência local. São eles também que organizam o voo charter de caráter humanitário da Air Arabia, que nem sequer consta no site da empresa, saindo de Abu Dhabi com destino a Hadibo, capital de Socotra.

Depois de um embarque confuso, logo avistei da janela do avião as nuances de azul do mar, antecipando um visual deslumbrante. Após duas horas, aterrissamos no pequeno aeroporto de Hadibo, no único voo semanal.

Na saída, a equipe da Welcome to Socotra já estava a postos para nos receber e nos juntar às dez pessoas do grupo. Thereza e eu ficamos em um dos 4×4 com um guia e um motorista. Pedimos para ficar no fim do comboio para termos tempo de fotografar.

Engana-se quem imagina que o carro tinha bastante espaço para as malas e os equipamentos fotográficos. Cada um deles transporta esteiras, barracas de camping, colchonetes, cobertores, travesseiros e galões de água, além de malas e objetos pessoais de Amar, o jovem e frenético guia de 18 anos, e Ahmed, o nosso ágil motorista.

No total, o grupo é composto de cinco carros, sendo um deles uma picape de apoio, que leva todos os equipamentos e ingredientes para preparar nossas três refeições diárias nos lugares mais remotos. 

Após uma passagem rápida pela caótica Hadibo, a maior cidade da ilha – a segunda é Qualansiyah –, seguimos para o leste, onde o primeiro acampamento foi erguido, em Dihamri. Trata-se de uma praia de formação rochosa em uma área de proteção ambiental devido à enorme quantidade de arrecifes e corais, muitos deles vivos, submersos na água, e uma infinidade de outros, já mortos entre conchas brancas trazidas pelas marés. 

Já passava das 17 horas e o Sol começava a se pôr, quando demos as boas-vindas à luz da Lua, que estava em sua fase mais cheia, no dia 20 de dezembro. Ponto positivo, afinal, energia elétrica não é algo que se encontra com facilidade.

O cardápio de nosso primeiro jantar, preparado por Ahmed, foi frango na brasa com batatas e tomates, com quantidades cavalares de curry e cominho, e arroz… sempre o arroz.

Após o jantar, ainda sentado em uma das simples cadeiras de plástico do acampamento, avistei os cinco motoristas deitados em uma esteira no chão, mascando khat em cima de confortáveis almofadas e soltando nuvens de fumaça a cada baforada da shisha. Me juntei a eles, e a conversa engatava na base de gestos e sorrisos e algumas traduções dos dois únicos guias que falavam inglês e socotri. Entendi que essa seria a minha cena boêmia das noites em Socotra.

socotra - rosa do deserto
A rosa-do-deserto | Foto: Victor Collor
A rosa-do-deserto, árvore de tronco bojudo e flores rosas, endêmica da região | Foto: Victor Collor
Elia, emblemático personagem local, com seu “amigo” polvo | Foto: Victor Collor

Dia 2 ‒ Em busca das rosas-do-deserto 

O amanhecer é fascinante. Depois de um completo café da manhã, desmontamos o acampamento e seguimos para Kalissan, cânions de formação rochosa branca e abundante em água, que vem das montanhas por um vale com vista para o Oceano Índico, no sul da ilha. No caminho, avistamos a primeira grande concentração de rosas-do-deserto, também chamadas de bottle tree pelo fato de estocar água em seu tronco – e sobreviver aos meses secos.

É impressionante a quantidade de árvores espalhadas pelas montanhas e o tamanho de raízes e troncos, que chegam a mais de 2 m de altura. Infelizmente a florada das rosas foi em outubro, e muito já tinha terminado. Eis um bom motivo para voltar. 

De lá, chegamos ao topo da montanha que dava acesso à trilha íngreme de terra, pedregulhos e rosas-do-deserto até Kalissan. Depois da caminhada de uma hora, sob um sol escaldante, a chegada garantiu a recompensa, com um banho nas inúmeras piscinas de água doce.

Com um descanso após o almoço, que foi improvisado ali mesmo, voltamos pela mesma trilha para seguirmos viagem para o próximo acampamento, nas Dunas de Arher.

O trajeto de duas horas para o extremo leste da ilha, próximo à junção do Oceano Índico com o Mar da Arábia, mostra que as estradas mudam a cada ano e somente veículos 4×4 são capazes de atravessá-las. Os fortes ventos do norte sopram a areia para os imensos paredões rochosos, criando dunas de tamanhos colossais.

Chegamos no final da tarde, montamos as tendas e eu fui tomar um banho… de mar mesmo, porque não há banheiro nos acampamentos. Sem dúvida, o sono em um colchonete em cima da areia foi mais agradável do que o da noite anterior, em cima de corais e conchas.

Dia 3 – Entre dois mares 

Bem cedo, seguimos caminho até Homhil, onde foi possível enxergar as primeiras dragon blood trees de pouca idade. Na base da montanha, encontramos um guia local que mostraria o caminho. A trilha de uma hora nos presenteou com imensas rosas-do-deserto e a recompensa de mergulhar em uma “piscina de borda infinita”.

Antes do mergulho, Wagdi, nosso guia principal, sugeriu que subíssemos um pouco mais, seguindo o caminho das águas, para avistar as primeiras árvores sangue-do-dragão.

Subimos ainda mais para ver a vegetação rochosa ser trocada por uma planície verde e chegar à casa de nosso guia. Conhecemos seu pai e seu irmão e fomos convidados para um chá. Entre algumas risadas e sem uma língua em comum, foi ali que tivemos o primeiro contato com o franquincenso, uma resina da árvore de mesmo nome, típica da região, que libera um cheiro muito agradável quando queimada. E com a famigerada resina vermelha das dragon blood trees.  

Fora do plano, foi uma experiência única conhecer a forma genuína de vida, a arquitetura e o interior das casas, com paredes simples, janelas pequenas, esteiras coloridas no chão e nada mais. A cozinha fica na área externa, abraçada por uma mureta de pedras que protege contra a proximidade de cabras e do gado da região. Em Socotra, a vida é para fora.

Foto: Victor Collor
socotra
Árvore sangue de dragão | Foto: Victor Collor
socotra -  Laguna de Deetwah
A encosta da Laguna de Deetwah
Foto: Victor Collor
socotra - frutos do mar
Frutos do mar da região
Foto: Victor Collor

Dia 4 – Paisagem mutante 

Partimos rumo à próxima parada: a Laguna de Deetwah. No caminho, paramos para conhecer o Socotra Folk Museum, único museu da ilha, com materiais de pesca, formas ancestrais de preservação de alimentos, adornos de prata e o artesanato local. Tudo apresentado de forma simplificada e com o chão de areia.

Os deslocamentos constantes me fizeram perceber o quão impressionante é a mudança da fotografia em poucos quilômetros percorridos. Em Socotra, é possível ter a vivência de um clima desértico, planícies verdes e férteis, montanhas rochosas, cachoeiras e praias paradisíacas em apenas um dia.

Em uma dessas mudanças, o relógio marcava 12h48 quando avistamos a imensa lagoa azul à beira-mar pela primeira vez, de cima da colina que separa Deetwah de Qualansiyah.

A hora do almoço nos levou ao encontro de Elia, também conhecido como Abdullah. Ele vive entre Hadibo, Qualansiyah e sua caverna, com vista para o mar. A formação dos imensos bancos de areia permite que a praia tenha uma lagoa de água salgada entre as ondas e as formações rochosas do continente. Elia conta que foi buscar abrigo na caverna para se proteger dos últimos ciclones que atingiram o arquipélago. Ele é, sem dúvida, um dos personagens mais emblemáticos de Socotra. Grande conhecedor de cada canto da vida marinha que o cerca, além da vida como ela é, ele sobrevive da pesca e apenas com o necessário. Tudo isso ao lado de seu filho.

O cardápio de Elia foi uma das melhores refeições na ilha. Peixe na brasa, sépia, mexilhões cozidos e um dos melhores caranguejos que já provei, acompanhados de arroz servido em conchas de vieiras gigantes. 

Após o chá e com a maré mais baixa, Elia nos guiou por seu quintal marítimo. No caminho, uma infinidade de frutos do mar: ouriços em diferentes cores, sépias que brilhavam, ostras, vieiras em conchas triangulares, abalones, polvos, arraias, estrelas-do-mar, baiacus, algas multicoloridas. A lista é imensa, mas o que mais me marcou foi a relação de Elia com o polvo. O molusco não se desgrudava de suas pernas e parecia haver amizade entre eles.

Dia 5 – Paraíso isolado 

Nosso próximo destino seria a Praia de Shoab, que tem acesso apenas por mar no extremo oeste da ilha. Chegamos às 8 horas à Praia de Qualansiyah e os pescadores já voltavam do mar. A compra e venda de peixes é na areia, logo no desembarque. A praticidade também é ter o pescado limpo ali mesmo ‒ vale lembrar que a energia elétrica é escassa e a preservação de alimentos é complicada.

Embarcamos em um dos tradicionais barcos de madeira e fibra e seguimos viagem. As nuvens impediam que o Sol iluminasse e revelasse a verdadeira cor da água. Enquanto isso, fomos presenteados por um cardume imenso de golfinhos, que nos acompanhou por parte da navegação.

Minutos depois, os raios de sol se abriram e evidenciaram um azul-claro, forte e iluminado, que me lembrou o tom de uma turmalina paraíba. De tão saturada, cristalina e limpa, parecia que os olhos eram incapazes de processar a cor. Após 40 minutos de navegação, chegamos a Shoab.

O vilarejo é povoado por pouco mais de três famílias, que vivem isoladas no extremo da ilha e se mantêm com a pesca. A praia é sinônimo de paraíso, da arte de não fazer nada, de sentir o lugar sem ver o tempo passar e mergulhar na água mais límpida que já conheci.

Quem nos recebeu foi Abdullah, um rapaz simpático que está ligado em redes sociais e entende o turismo como um negócio – isso se dá pelo fato de ele estar perto de Qualansiyah, um dos poucos lugares na ilha com a cobertura 3G.

socotra - Praia de Shoab
Os incríveis tons e a visibilidade do Oceano Índico no caminho até a Praia de Shoab
Foto: Victor Collor
socotra
Cardume de golfinhos em migração entre o Oceano Índico e o Mar da Arábia | Foto: Victor Collor

Dia 6 – Encontro com as dragon blood trees 

Era chegado o grande dia para qualquer viajante que vai a Socotra: a ida ao Platô de Diksam, o berço das dragon blood trees.

Nas três horas de estrada rumo ao coração da ilha, no alto das montanhas, paramos para ver as primeiras e majestosas árvores sangue-de-dragão, com mais de 500 anos de idade.

Chegar, parar, olhar, estranhar, observar. Ver essas árvores de perto me deu a sensação de estar em um mundo de ponta-cabeça, com as raízes para cima e talvez, quem sabe, a copa debaixo da terra. Estranhei a perfeição da natureza ao observar cada detalhe oferecido. Para deixar tudo ainda mais enigmático, elas sangram uma seiva vermelha, da mesma cor do nosso sangue.

Um momento memorável foi desfrutar de um piquenique à sombra de uma das copas das inúmeras árvores que nos cercavam.

Seguimos rumo à floresta e à maior concentração de dragon blood trees. A cada quilômetro, a paisagem ia sendo preenchida pelas curiosas árvores, até alcançarmos mais uma trilha. Mais uma subida, mais uma impactante recompensa. Ao final do caminho, o olhar perde o foco na imensidão de um vale abraçado por montanhas. Foi de tirar o fôlego. 

Isso tudo banhado com a luz dourada de um pôr do sol que iluminava a copa das árvores, fazendo parecer um imenso tapete de texturas arredondadas, como “cogumelos verdes”. É realmente surpreendente.

Foi difícil ir embora e, na hora que descemos, mal dava para enxergar a trilha. Ainda assim, consegui o retrato mais bonito que fiz em Socotra: o sorriso do menino Abdullah.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 08 da Revista UNQUIET.

Ilustração: Antônio Tavares

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