Cooperação e Amor

Com base nesses dois pilares, a Fundação Almerinda Malaquias mudou a vida de uma comunidade ribeirinha no Amazonas

O suíço Jean-Daniel Vallotton chegou em 1991 como visitante a Novo Airão (AM) e conheceu um projeto de geração de renda baseado na marcenaria, com o aproveitamento de resíduos de madeira da construção naval. Ideia de Miguel Rocha, empresário e guia de ecoturismo da região: ele incentivava os ribeirinhos a fazer miniaturas do catuqui, um barco local. Em pouco tempo, os habitantes perceberam: poderiam não só aproveitar a matéria-prima desperdiçada, como sustentar-se com o artesanato.

Alugando o barco de Miguel para ir até Parintins, Jean-Daniel conheceu seu trabalho e se interessou. Sua formação em marcenaria levou-o a se envolver ativamente, criando no ano 2000 a FAM, Fundação Almerinda Malaquias, nome dos pais de Miguel. Também conheceu Marta, filha de Miguel, por quem se encantou e com quem se casou. Além de cofundadora, Marta Vallotton está envolvida com a área de educação da instituição.

Na Suíça, Jean-Daniel reuniu amigos e criou a associação Ailleurs Aussi. Passou três anos lá, organizando tudo e comprando máquinas que garantissem maior produtividade na confecção de produtos em marchetaria. Isso trouxe um desenvolvimento inédito para a comunidade de Novo Airão.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Hoje, o trabalho de geração de renda – a Associação de Produtores Nov’Arte – inclui o artesanato em madeira e a produção de sabonetes e itens de reciclagem de papel, estes dois trabalhos reservados para mulheres. No total, 40 famílias beneficiam-se diretamente da venda dos produtos, disponíveis numa loja na FAM e também online.

Um desafio para a fundação foi transmitir a educação ambiental às crianças, essencial para que conheçam a importância da Amazônia. Isso está sendo feito depois das aulas, com o apoio da rede municipal de ensino. “As crianças se sentem amadas”, explica Jean-Daniel. “Os pais dizem que elas estão melhor ali do que em casa no período de lazer.” Outro programa educacional, o Pro-Futuro, recebe jovens entre 13 e 18 anos que frequentam o Espaço Ekobé, um centro de estudos sobre o ambiente.

Foto: Divulgação
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O fim da década de 2000, com a crise econômica, representou um obstáculo duro para a FAM. Foi quando Ruy Carlos Tone, sócio da Expedição Katerre, que faz expedições pelo rio Negro, se envolveu no projeto. Em 2015, tornou-se presidente do conselho curador da entidade. Aliás, uma das visitas dos roteiros da Katerre é a fundação.

Além da Association Ailleurs Aussi e da Expedição Katerre, a FAM conta com o apoio e o financiamento do Mirante do Gavião Amazon Lodge, do Itaú Social, da prefeitura de Novo Airão e dos governos da Suíça e do Japão. “Também fomos agraciados pela generosidade de nossos voluntários”, lembra Jean-Daniel. A meta é atuar por muito tempo como referência em assistência social e orientação para o desenvolvimento sustentável da região. Atualmente, o casal Vallotton mora num barco perto da fundação.

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