Bangkok

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Um giro pela noite LGBTQIA+ de Bangkok

Bangkok é a cidade que mais recebe turistas no mundo e há um sem-número de motivos para isso. Uma cultura milenar riquíssima, cena gastronômica de rua notável pela qualidade e variedade de sabores e aromas, vida noturna vibrante, ótimo destino para compras e, claro, o indiscutível fato de ser a capital gay da Ásia. Há tanto o que ver e fazer que vamos nos concentrar aqui apenas no roteiro LGBTQIA+.

Ainda que a Tailândia não garanta nenhum direito a seus cidadãos e cidadãs LGBT, gays e lésbicas são bastante integrados na sociedade, casais podem manifestar livremente seu afeto em público e mulheres trans, conhecidas como “lady boys”, fazem parte da identidade cultural do país. Ao contrário da maioria das drag queens do ocidente, que costumam ser homens cis gays, geralmente na Tailândia elas são trans. Não à toa o país foi o primeiro a receber uma versão do programa de RuPaul fora dos Estados Unidos. Pangina Heals, a apresentadora de Drag Race Thailand, é também dona de uma hypada casa de shows no hotel Renaissance, a House of HEALS.

Silom | Foto: iStock
Chatuchak Market | Foto: iStock
DJ Station | Foto: Reprodução Facebook

A cidade, que vive do turismo, conseguiu controlar com sucesso os casos de covid-19, mas foi especialmente afetada economicamente pela pandemia e atualmente vive as incertezas do retorno dos visitantes estrangeiros. Até o início de 2020, Bangkok tinha mais de 30 bares e 15 boates gays lotadas de segunda a segunda. Visitei algumas das que ficam em Silom, bairro que concentra boa parte da vida noturna e Patpong, o Red Light District. Suas ruas apertadas são ocupadas por um agitado mercado noturno e uma infinidade de inferninhos, onde assisti a um dos infames ping pong shows, demonstrações impressionantes de técnicas de pompoarismo. DJ Station, em Silom Soi 2, é o maior e mais célebre clube gay no qual turistas e locais vão para se conhecer. God é a balada estilo The Week, com musculosas fritando sem camisa na pista de tribal house. No Stranger Bar acontecem shows do elenco do Drag Race. Não distante dali encontramos a lendária Babylon, a maior sauna gay do mundo. Mais correto seria dizer que é um resort, com piscinas, academia, restaurante, bares, jardins e bed & breakfast. 

Babylon | Foto: Reprodução
Fake Club | Foto: Reprodução Facebook

Há ainda outras duas áreas frequentadas por LGBTs tailandeses e com pouca presença de estrangeiros: a região em torno do Chatuchak Market, favorito das lésbicas, e o distrito de Ratchada, onde o Fake Club apresenta shows de pop rock thai, pop asiático e gogo dancers.

Chatuchak Market | Foto: iStock

Como bares e boates fecham por lei às duas da manhã, o povo costuma ir para festas particulares depois desse horário. O brasileiro Dio Carvalho é conhecido DJ da cena tailandesa e atua também como guia turístico de Bangkok. Ele é um canal certo para as after parties e para sessões de meet & greet com as estrelas do Drag Race.

Por um lado, é até bom que a noite acabe cedo. Assim sobra mais tempo e energia para aproveitar o dia nos incríveis palácios, templos, parques, mercados e shoppings que tornam Bangkok um destino imperdível para todo e qualquer viajante.

Patpong | Foto: iStock

Pride e Festivais:

As duas maiores circuit parties da Ásia transcorrem durante as duas festividades de ano novo da Tailândia. Em abril durante o Songkran, tradicional ano-novo tailandês também conhecido como festa das águas, acontece a G Circuit que dura quatro dias. E no dia 31 de dezembro um público de 20 mil homens celebra a virada na White Party Bangkok.

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Além da metrópole, a Tailândia oferece algumas das melhores praias do mundo. Três ilhas são particularmente populares no meio gay.

Koh Samet é a mais próxima da capital, fica a apenas três horas e não demanda voar. Por isso é a mais frequentada por LGBTs que vivem em Bangkok. Como é pequena, suas praias e floresta podem ser exploradas de bike. Koh Phangan é conhecida pelas festas de Lua Cheia, que acontecem todos os meses e atraem milhares de turistas.

Koh Samui é a favorita dos que procuram uma atmosfera mais tranquila. Tem alguns bares gay friendly em Chaweng, a praia principal, sede também do Emerald Green Mens Club, famoso spa reservado apenas para homens gays.

Dicas UNQUIET

Com um sem-fim de templos e atrações turísticas, reserve ao menos quatro dias inteiros para explorar Bangkok. O The Emerald Buddha ou Wat Phra Kaeo é o mais famoso ponto de peregrinação do budismo theravada praticado no país. O impressionante maior “buda deitado” do mundo pode ser conferido no Wat Pho. O Wat Arun, ou templo do pôr do sol, fica na parte oeste da cidade, ao lado do rio Chao Praya. A pedida é visitá-lo combinando com um passeio de barco pelos canais da cidade. A vista da parte antiga ao final do dia é incrível. O The Marble Temple (Wat Benchamabophitguarda a estrutura de mármore mais elaborada da Ásia. 

Ladyboy | Foto: iStock
Stranger Bar | Foto: Reprodução Facebook
Koh Phangan | Foto: iStock
The Emerald Buddha | Foto: Wikimedia Commons
Drag Queen Pangina Heals | Foto Divulgação
GOD | Foto: Reprodução Facebook
Wat Arun | Foto: iStock

Onde ficar:

The Siam
Localizado às margens do rio Chaopraya, projetado por Bil Bensley, o The Siam é um dos hotéis mais modernos da cidade. As áreas externas contam com enormes piscinas e gazebos para descanso. Spa e restaurantes premiados completam o menu do hotel. 

Como Metropolitan Bangkok
Localizado na área de Sathorn, o COMO Metropolitan tem decoração thai contemporânea e um spa COMO Shambhala ideal para reenergizar depois de dias – ou noites – agitadas na capital tailandesa.

Idiomas oficiais: Tailandês
Moeda: Bath tailandês
Clima: Como todo paraíso tropical, a capital tailandesa tem duas estações calorentas definidas. É recomendado programar a visita durante o outono/inverno (Hemisfério Norte), quando os dias são mais amenos e as chuvas escassas. O réveillon no país é mítico e concorrido. No final da primavera, prepare-se para os primeiros sinais de chuvas das monções que duram até o final do verão.

Wat Pho | Foto: iStock

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