Brighton

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Brighton LGBT: casas coloridas próximas ao píer 2

O que acontece em Brighton fica em Brighton

A apenas uma hora de trem da Victoria Station, em Londres, fica a capital LGBTQIA+ do Reino Unido. Brighton, concentração da maior proporção de residentes gays, lésbicas e trans do país, é conhecida historicamente como uma cidade tolerante. Londrinos e londrinas buscam não apenas a maresia do litoral, mas desfrutar sem compromissos de um ambiente ainda mais liberal que a capital. Ouvi por lá a máxima ‘o que acontece em Brighton fica em Brighton’, referência ao slogan de Vegas que se aplica perfeitamente ao balneário inglês. Essa fama vem de longe. O rei George IV se refugiava em Brighton no final do século 18 para poder viver suas aventuras extraconjugais. Foi ele que construiu o Royal Pavillion, um exótico palácio em estilo indiano que hoje abriga o Brighton Museum, cuja coleção tem várias obras de inspiração homoerótica. Não por acaso, se tornou o local mais popular do Reino Unido para celebração de matrimônios de casais LGBT. O Pavillion está estrategicamente situado entre The Lanes e Kemptown, próximo do icônico – e super kitsch – píer.

Royal Pavilion | Foto: iStock
Brighton Museum | Foto: iStock
Brighton LGBTQIA+: Aids Memorial
Aids memorial | Foto: Reprodução

Kemptown é o coração da cena LGBT, que pulsa nos vários pubs, bares, clubes e cafés ao redor da St James’s St. Há opções para todos os gostos e climas, como o cabaré do Charles Street Tap, karaokê gay do Bulldog ou pub performático lésbico The Marlborough. Na St James’s St está instalado o Aids Memorial em um jardim com vista para o mar. O monumento representa uma figura masculina e uma sem gênero entrelaçadas, cuja sombra tem a forma da fita vermelha, símbolo da luta contra o HIV. O Club Revenge é o mais conhecido ponto de encontro LGBTQIA+, exatamente na frente do píer. São três andares de puro fervo. Um bar imenso no térreo, pista no segundo piso e o rooftop, que durante o verão ferve sete dias por semana. Na orla ficam também ficam Legends The Amsterdam, dois hotéis gays com bares bem aconchegantes.

O píer de Brighton
Brighton Pier | Foto: iStock
Charles St Tap | Foto: Reprodução

Como sou biker costumo aproveitar cidades planas para pedalar. Em Brighton vale aproveitar a brisa marítima pela ciclovia que liga o píer a Saltdean. No meio do caminho fica a praia gay e de nudismo, em Madeira Drive próximo a Black Rock Station e Sussex Square. Vá de sandália, porque a praia é de cascalhos.
Por ali mesmo, em Duke’s Mound, há um pequeno bosque que durante décadas serviu como animada área de cruising, mas no começo de 2021 teve suas árvores cortadas sob o estranho pretexto de ‘aumentar a biodiversidade’. A comunidade reclamou e espera que cresçam logo.

North Lane | Foto: Creative Commons

Diversão um pouco mais inocente e garantida é se perder pelas passagens e ruas apertadas de The Lanes com suas casas antigas coloridas, cheias de cafés veganos, brechós, lojas de discos, empórios, livrarias e galerias. Uma marca do bairro são os grafites e murais de jovens artistas e nomes conhecidos. Essa galeria de street art a céu aberto se estende por North Lane, pela Trafalgar St até quase Brighton Station, onde fica o famosíssimo Kissing Policemen de Banksy.  Prepare-se para curtir dias e noites de puro hedonismo – e ótimas selfies.

St James Street | Foto: Creative Commons

Pride e Festivais:

Brighton tem duas celebrações do Orgulho LGBTQIA+. No meio de julho acontece o TransPride, um marco no calendário de eventos da comunidade trans.

Na primeira semana de agosto, no auge do verão, acontece a Brighton Pride, que atrai cerca de 500 mil visitantes e além da Parada tem um festival no Preston Park e uma grande festa em Kemptown.

Essencial Proudly UNQUIET

Piers & Queers é um tour pela região central de Brighton passando por pontos que contam a história e presença de gays, lésbicas e pessoas trans na cidade. Entre os destaques que ouvi do carismático guia constam romances secretos da realeza, encontros proibidos no Royal Pavillon, a vida dos dandies dos anos 1950, ativismo político LGBT e casos de Lord Byron e Oscar Wilde. Os passeios duram 90 minutos e saem de quarta a domingo sempre às 13h. Reservas pelo onlyinbrighton.co.uk/piers-queers.

Brighton LGBTQIA+: Grafiti Kissing Policemen, do artista Bansky
Kissing Policemen – Bansky | Foto: Creative Commons
Trafalgar St | Foto: Reprodução
O Club Revenge é o mais conhecido ponto de encontro LGBTQIA+ de Brighton.
Club Revenge | foto: Reprodução
The Marlborough | foto: Reprodução
The Lanes | Foto: iStock
The Amsterdam Hotel | Foto: Reprodução
Brighton LGBTQIA+: Hotel Legends, hotel gay com bares bem aconchegantes.
Hotel Legends | foto: Reprodução

Onde ficar:

The Drakes
Hotel boutique localizado à beira-mar, próximo do animado píer e com vista para o Palácio de Brighton, o The Drakes conta com um ótimo restaurante e um bar frequentados por um público animado.

Legends Hotel
O Legends é um hotel LGBTQIA+! com bar e clube vibrantes, localizado no centro, próximo das principais atrações da cidade. A equipe amigável é expert em ajudar os hóspedes a descobrir o melhor da colorida Brighton.

Idiomas oficiais: Inglês
Moeda: Libra
Clima: Como todo território da rainha, Brighton é “terra da garoa” o ano inteiro. O verão é a melhor época para visitar e curtir as muitas festas para celebrar a estação. Os termômetros podem marcar mais de 30º em dias abafados para deleite dos moradores e visitantes. Com uma boa capa de chuva e sapatos impermeáveis, primavera e outono são agradáveis, com temperaturas entre 15º e 18º. 

Brighton LGBTQIA+: prédios iluminados no bairro de Kemptown
Kemptown | Foto: Reprodução

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