A religiosa Dorothy Stang descobriu no Brasil o propósito de sua vida. Nascida nos Estados Unidos, ela chegou ao país na década de 1960 e encontrou na região amazônica, especialmente no interior do Pará, o cenário onde desenvolveria sua missão, tornando-se uma defensora ativa dos trabalhadores rurais e da preservação ambiental. Foi ali que sua trajetória se entrelaçou de forma definitiva com a defesa da floresta e dos direitos humanos.
Na Amazônia, Dorothy trabalhou arduamente para promover um modelo de desenvolvimento sustentável, baseado na convivência equilibrada entre o ser humano e a natureza. No dia a dia, atuava junto a pequenos agricultores, incentivando práticas de agricultura familiar e a criação de projetos de assentamento sustentável, que garantiam renda sem destruir a floresta. Ao mesmo tempo, inconformada com a realidade que ela confrontava todos os dias, ousou denunciar o avanço do desmatamento ilegal e da grilagem de terras, enfrentando interesses poderosos ligados à exploração predatória.
Sua atuação firme a colocou em constante risco. Ainda assim, Dorothy permaneceu ao lado das comunidades, organizando trabalhadores e defendendo seus direitos, sempre guiada pela ideia de que a floresta em pé era essencial para o futuro da Amazônia e das gerações seguintes.
Em 2005, a religiosa foi assassinada por pistoleiros, em um crime que ganhou repercussão internacional e expôs a violência no campo brasileiro. Sua morte não interrompeu sua causa: transformou-a em um símbolo da luta pela justiça social e pela preservação ambiental. Seu legado permanece como um chamado à responsabilidade coletiva, lembrando que proteger a Amazônia é essencial para o futuro do planeta.
Matéria publicada na edição 23 da Revista UNQUIET















































































































































































