Entre taças em Castilla y León

Um roteiro de prazeres pelo Velho Oeste espanhol, onde se destacam vinhos surpreendentes harmonizados à tradicional gastronomia regional

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Clássicos renovados em Madri

Principal porta de entrada na Espanha para a região de Castilla y León, Madri é um stopover recorrente de quem visita o oeste do país. Nada mais natural, então, do que optar pela hotelaria de altíssimo padrão da capital espanhola. No coração da cidade, no charmoso bairro de Salamanca, o Rosewood Villa Magna, totalmente renovado recentemente, é elegante, contemporâneo e repleto de obras de arte, além de contar com uma gama diversificada de restaurantes. Mix de experiência cultural e de hotelaria na melhor localização da cidade, entre a Puerta del Sol e a Gran Via, o Four Seasons Madrid ocupa uma propriedade histórica que teve boa parte de sua estrutura original preservada, porém reformada para atender ao alto padrão do hotel em bom gosto e em experiências. Um eixo cool e gastronômico na capital, conta com diversos restaurantes, uma galeria, quartos amplos e bares animados.

Four Seasons Hotel Madrid

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Site: fourseasons.com/madrid

Rosewood Villa Magna

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Validade: março 2024

Site: rosewoodhotels.com/en/villa-magna

A bellota é um fruto de azinheiros e sobreiros, árvores típicas do sul da Europa. Só os porcos da raça ibérica alimentados por esses pomos produzem o presunto bellota pata negra, o mais saboroso e caro de toda a Espanha. Você nem precisa procurar pela iguaria, pois ela será servida como acompanhamento em quase todas as degustações de vinho do país.

Parece complicado? Não, fique tranquilo: nenhum lugar do mundo tem uma área tão grande de vinhedos como a Espanha. São 62 catalogadas, quase todas em altitudes que variam entre 600 e mil metros. Não importa onde você esteja, sempre haverá um lugar por perto para degustar vinhos, na sublime companhia de embutidos regionais, como o mencionado jamón bellota pata negra, ou queijos de cabra que constam entre os mais saborosos do mundo.

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O presunto bellota pata negra, o mais saboroso e caro de toda a Espanha | Foto: iStock

Entre vinhos e história

De todo modo, por melhores que sejam, os acompanhamentos são apenas isto mesmo: delícias que acompanham. No centro de tudo, sempre haverá um vinho. A região de Castilla y León, que fica no oeste da Espanha, quase sempre na divisa com Portugal e Rio Duero (o Douro dos lusitanos), é uma das novas estrelas do enoturismo ibérico. Menos povoada e incensada do que outras áreas vinícolas, ela congrega, no entanto, nada menos que nove regiões de produção de vinho e invade municípios histórico e atrativos, como Zamora, Salamanca, Burgos, León e Valladolid ‒ o que, por si só, já garante uma viagem repleta de história e emoções. Produtores locais se orgulham de chamar a área de “Velho Oeste espanhol”, numa referência a lugares longínquos e pioneiros. De fato, nesse território, há plantações centenárias e caves medievais, que só agora ganham prestígio no mapa dos grandes vinhos. Você vai conhecê-los no campo e nas pequenas cidades onde se pratica o prazer da cata, uma expressão espanhola para a degustação.

São eventos de duas a três horas, em que os visitantes ouvem a história de cada cave e as especificidades de seus vinhedos. Antes da desejada degustação, o anfitrião – quase sempre o próprio dono do estabelecimento – convida os circunstantes a um mergulho nos subterrâneos do lugar, onde estão os barris e a garrafaria do produto que será oferecido em seus mais distintos blends. Por fim, a cata. Apesar da tendência geral – entre enófilos, enólogos e sommeliers – de adotar uma linguagem técnica para explicar o milagre do vinho, poucos visitantes se importam com termos como tanino, retrogosto, fermentação, corpo e cepa. 

Produção regional de queijos de cabra consta entre as melhores do mundo | Foto: Vicente Pastor
rota dos vinhos espanha - vinhedo na Ribeira del Duero
Um dos prósperos vinhedos na região da Ribera del Duero | Foto: iStock

Brindar é preciso 

Está cada dia mais claro que provar bons vinhos pertence ao campo do prazer e da vontade de festejar a vida, e jamais ao de uma semântica rebuscada. Numa boa cata, com seus acompanhamentos, com os brindes necessários e os comentários nem tanto, um grupo de viajantes, composto de desconhecidos ou amigos, costuma adquirir a intimidade de quem, enfim, compartilhou um ótimo momento.

Há de se dizer que, em quase todas as caves de Castilla y León, o preço cobrado por uma experiência dessas – que inclui vinhos brancos, tintos e doces –, sem exigência de moderação, é de 25 euros por pessoa. Ainda que responda por apenas 8% da produção de vinho da Espanha, a região não para de crescer em número de visitantes, um movimento que tem levado à multiplicação das caves abertas à visitação e às catas. Elas ficam espalhadas em cidades e vilarejos de nove rotas distintas: Arlanza, Arribes, Bierzo, Cigales, Ribera del Duero, Rueda, Sierra de Francia, Toro e Zamora. “As distâncias entre essas rotas raramente ultrapassam uma hora de carro”, explica Eva Gamazo Pérez, uma entusiasta da área, gerente da Ruta del Vino de Zamora. “Isso permite que, com um roteiro bem organizado, os viajantes possam fazer até quatro catas por dia, se estiverem preparados.”’

rota dos vinhos espanha - cave vinã ver
A cave da Viña Ver, em Corrales del Vino
rota dos vinhos espanha - mogarraz
Uma das ruelas da vila medieval de Mogarraz
Na região de arribes, cânion formado no rio Duero entre Portugal e Espanha

Rota dos vinhos 

Em Zamora, talvez seja uma boa ideia começar por um lugarejo chamado Corrales del Vino, a poucos quilômetros dali. Vilarejo simples, pouca gente na rua, nenhuma placa denunciando o fato de que no subsolo de quase todas as casas, de aparência modesta, esconde-se uma adega subterrânea, com vinhos de marca própria. Entre elas, a ótima Viña Ver, com garrafas do cobiçado crianza, além de vinhos brancos e até moscatéis de sobremesa. É uma cata para se fartar ‒ se é que alguém se farta de tanta satisfação. Aproveite e, antes de voltar ao carro, dê uma passada na vizinha Panaderia Hermanos Coomonte, que produz pães e doces artesanais e também aceita visitantes para conhecer seus processos.

Na logística de nossa experiência, o pernoite foi na vila de Peñausende, no chamado Centro de Turismo Rural La Becera, que, na verdade, é um hotel aconchegante, de aparência jovem e campestre, onde (como em qualquer lugar na região) se come bem e, claro, o prazer de beber vinhos regionais não termina.

Pela manhã, em um vilarejo ainda menor, sem atrativos aparentes e, como sempre, com pouca gente na rua, a surpresa é a magnífica Queseria La Antigua, uma fábrica cada dia maior de queijos de cabra que constam entre os melhores do mundo. Vê-se o processo e há uma cata ao contrário (em que os vinhos apenas acompanham os queijos e é possível comprar, por preços de fábrica, alguns dos tipos produzidos no local).

Ainda será possível, claro, visitar os centenários vinhedos e provar os vinhos da ótima Vinãs del Cenit, em Villanueva del Campeán. A partir desse momento, a paisagem, em geral árida e plana, dá lugar à montanhosa e verdejante região de Arribes, uma área de 150 km que faz fronteira com Portugal e é atravessada pelo Rio Duero, que nesse trecho forma um esplêndido cânion entre as duas nações. Não deixe de fazer o passeio de barca pelo rio, cerca de uma hora entre belas paredes de pedra. O pequeno cruzeiro parte de território lusitano, a poucos metros além da fronteira.

Nova estrela do enoturismo, a região é também notável produtora de embutidos e queijos de cabra

O pernoite terá vista para o célebre rio dos vinhos ibéricos, na cidade de Fermoselle, guardiã de caves de mais de mil anos, muitas delas escavadas na pedra. Visite a adega El Hato y el Gabarato e se hospede na bela Posada de Doña Urraca, onde, ademais, come-se muito bem e os vinhos são, claro, de primeira.

Nova paisagens 

Na próxima etapa de sua jornada, a sensação será a de ter mudado de região, de país, quiçá de mundo. A Sierra de Francia é um enclave verde, úmido e alto em Castilla y León ‒ o que, evidentemente, resulta em vinhedos e vinhos bastante distintos, cuja degustação trará novos prazeres únicos. Sem dúvida nenhuma, o lugar para ficar é a vila medieval de Mogarraz, com suas ruelas estreitas e a presença de uma população originalmente judia, convertida ao cristianismo durante a Inquisição. Durante o passeio a pé, é provável que, após tantos dias de hedonismo, você comece a sentir falta de vinho. Calma! Uma nova cata o espera logo ali, na companhia de vinhos La Zorra. 

Uma das suítes do Four Seasons Hotel Madrid
Ambiente do contemporâneo Rosewood Villa Magna

Conforme o horário, haverá tempo para um relax no Hotel Spa Villa de Mogarraz, mais uma das belas pousadas da região. Por fim, o jantar, com forte presença do presunto bellota pata negra, no Restaurante Ibéricos de Calama, ao lado do hotel.Dois programas para o dia seguinte são as visitas ao vinhedo e à cave de Cambrico, com mais uma cata apreciável e o almoço ao ar livre e à beira de um rio gorgolejante no restaurante El Molino, que é, de fato, um antigo moinho da Sierra. Se você quer mais, não se preocupe. Como já foi dito, toda a área é apinhada de vinhedos e bodegas. O tamanho de sua viagem será sempre definido pela sua disposição etílica e o tempo de que dispõe.

Por fim, antes de partir, vale se desintoxicar com uma caminhada por Salamanca, entre suas universidades e catedrais românicas. Ali se inicia a volta, qualquer que seja o destino. Como ainda há tempo para um jantar, peça água mineral para voltar ao mundo real. Se não for possível, fazer o quê? Peça mais vinho e faça um brinde!  

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 10 da Revista UNQUIET

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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

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Four Seasons Hotel Madrid

  • Estações de carregamento de veículos elétricos (EV) disponíveis para uso dos hóspedes
  • Itens de menu veganos e vegetarianos disponíveis
  • Liderança em Energia e Design Ambiental para Novas Construções e Grandes Renovações (LEED-NC) Certificado Ouro pelo US Green Building Council (USGBC)
    Energia proveniente de fontes renováveis ​​ou livres de carbono, incluindo 100% de eletricidade utilizada
  • Controles de quarto de hóspedes com economia de energia e sistemas prediais
  • Medidas de conservação de água em vigor.
  • Eliminação de plásticos descartáveis, incluindo garrafas de água, amenidades de banho, copos, tampas, sacolas, recipientes para alimentos e talheres
  • Programa de reciclagem em vigor
  • Programa de desvio de lixo orgânico em vigor
  • Itens de menu locais, sustentáveis ​​e sazonais disponíveis, apoiando pequenos produtores artesanais locais e focados na sustentabilidade
  • Os hóspedes podem participar de passeios educativos em locais naturais, culturais, históricos ou patrimoniais para aprender mais sobre a comunidade local
  • Roupa de cama, móveis e equipamentos doados à comunidade local, inclusive a ONGs por meio de afiliação com a Society for Incentive Travel Excellence (SITE) Spain
  • Artistas e artesãos locais apresentados em todo o Hotel, incluindo cerca de 1.500 pinturas, fotografias, esculturas e coleção de artistas emergentes
  • Jovens de grupos vulneráveis ​​ou em risco de exclusão social são formados nas cozinhas dos hotéis no âmbito de uma parceria inovadora com a UNINICIO
  • Os fornecedores são incentivados a reduzir embalagens desnecessárias

fourseasons.com/madrid

Rosewood Villa Magna 

  • Fortalecimento das economias locais por meio de contratação, fornecimento e parcerias
  • Investimento em um futuro coletivo por meio da educação e qualificação profissional
  • Busca de talentos de grupos mal atendidos e sub-representados
  • 70% de desvio de resíduos de aterros e incineração até 2025
  • Redução de 25% no uso de energia até 2025
  • Redução de 25% no uso de água até 2025
  • Eliminação de 100% de plástico de uso único voltado para os hóspedes até 2025
  • 100% de neutralidade de carbono em todo o portfólio até 2050

rosewoodhotels.com/en/villa-magna

Mapa: Antônio Tavares

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