Luke Bailes

O homem por trás – e à frente – da marca Singita revela o que é preciso para conciliar sustentabilidade, impacto social e a melhor experiência possível em safáris na África

Uma experiência poderosa, completa. O Singita tornou-se uma referência, mas não só em safári ou em hotelaria. Mais do que isso, a empresa aprendeu a oferecer algo único e virou um indicador de qualidade. Nascida em 1993, em Sabi Sand, na África do Sul, a companhia criou e aprimorou um conceito marcante de envolver os visitantes na natureza, mostrando ao mundo um novo jeito de cuidar da conservação e da sustentabilidade. 

O homem por trás desta revolução é Luke Bailes, sul-africano fundador e CEO do Singita, cuja história remonta a quase um século atrás. Tudo começou numa área vizinha ao Parque Nacional Kruger, na África do Sul, comprada em 1925 por seu avô para caçar. “Os valores familiares que impulsionam nossos negócios são cruciais para nosso sucesso e estão presentes em tudo o que fazemos. É um equilíbrio delicado, muito parecido com um ecossistema”, conta ele nesta entrevista exclusiva. 

Uma pecuária extensiva e mal planejada devastou a terra. Focado em restaurar, Bailes adquiriu mais terras no início dos anos 1990. Assim, alterou o propósito destes 60 km2 de terra da caça para a preservação total e hoje o Singita é o símbolo de uma revolução. As maiores provas são os 15 lodges exclusivos e premiados em quatro países do continente: África do Sul, Tanzânia, Zimbábue e Ruanda.

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Funcionários trabalham na área de realocamento de rinocerontes-negros para zona seguras no Singita Kwitonda Lodge
Foto: Divulgação

Como surgiu a marca de conservação? Por favor, conte-nos os primeiros passos.

Luke Bailes – Desde 1993, quando começamos, nosso propósito sempre foi a conservação. Mas foi só anos depois que reconhecemos a necessidade de contar a história da preservação e começamos a posicionar o Singita neste espaço e a compartilhar histórias de sucesso. Desenvolvemos um modelo de negócios sustentável que usa a marca para criar consciência em torno da conservação e oferecer experiências excepcionais de hospitalidade, que geram receita que financia o trabalho de conservação. Temos uma parceria com um fundo de conservação sem fins lucrativos em cada região.

Qual a influência de seus antepassados ​​na trajetória da empresa?

A história do Singita remonta a quase um século atrás, e começou em um terreno vizinho ao Parque Nacional Kruger, na África do Sul, que meu avô comprou em 1925, para fins de caça. Posteriormente, a pecuária e a má gestão destruíram a terra. A fim de restaurar este ambiente, comprei mais terras no início dos anos 1990, mudando a ênfase da caça para a conservação. Esta terra de 60 km2 foi transformada ao longo do tempo em uma reserva de conservação exclusiva, onde todas as espécies são protegidas. A proposta do Singita é de preservar áreas selvagens na África para as gerações futuras pelos próximos 100 anos.

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Alunos da escola do Singita | Foto: Divulgação
Ambiente do Singita Faru Faru Lodge
Foto: Divulgação

O que significa Singita e por que foi escolhido como nome da empresa?

É uma palavra da etnia shangaan, uma das principais da África do Sul, e que significa “lugar de milagres”. Na época, um de nossos funcionários nos disse que Singita significava “milagre”, e isso parecia tão perfeito, já que a terra estava destinada à proteção da vida selvagem a partir daquele momento. O povo shangaan compartilha uma rica história e cultura que nos aproxima de honrar a África, seu povo, beleza natural e criatividade espirituosa. Assim, o nome Singita é uma homenagem a isso.

Como é ser a terceira geração de uma família pioneira na indústria de safári?

Esta é uma empresa familiar que compartilha uma visão sólida. Os valores que impulsionam o negócio são protegidos e serão continuados por meus filhos, James e Jo. A paixão pelo Singita e pela nossa indústria permaneceu até a geração atual. Somos obstinados na busca de nosso propósito de 100 anos.

Como as tradições familiares aparecem no culto Singita?

Os valores familiares que impulsionam nossos negócios são cruciais para nosso sucesso e estão presentes em tudo o que fazemos. É um equilíbrio delicado, muito parecido com um ecossistema. A paixão nos leva a buscar continuamente nosso propósito, enquanto permanecemos inovadores para abraçar mudanças positivas. Mostramos humildade com nossa responsabilidade de salvaguardar espaços selvagens. Valorizamos a liderança, generosidade, intuição e trabalho em equipe e nossa equipe demonstra todas essas qualidades.

Você foi o responsável por lançar esse olhar arquitetônico contemporâneo nas pousadas da savana. Como a arquitetura do lodge mudou ao longo do tempo?

Estamos focados em nossos clientes e inspirados pelo que acreditamos que eles valorizam, e foi isso que impulsionou nossa mudança ao longo dos anos. Observamos e interpretamos as tendências globais e as implementamos em nosso design. A forma como apresentamos o nosso produto honra a herança africana. O último acampamento do Singita, o Sabora Tented Camp na Tanzânia, é um exemplo perfeito de uma interpretação moderna de safáris de luxo em tendas na África Oriental. Elementos de design sutis mostram a energia criativa da África e o espírito e identidade cultural modernos. Acredito que criamos algo inerentemente africano, com espírito local e evoluído. Enfim, um retiro transformador com bem-estar entrelaçado à experiência do hóspede.

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Piscina do Singita Lebombo Lodge
Foto: Divulgação
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Horta Orgânica do lodge | Foto: Divulgação

Quais são os principais diferenciais do Singita?

Primeiramente a conservação, pois somos movidos pelo nosso propósito, com sucesso comprovado em várias regiões. Os hóspedes podem visitar as unidades de combate à caça furtiva e testemunhar o trabalho de proteção de cães farejadores, conhecer os alunos das escolas de culinária e muito mais. Nenhum hóspede sai sem comentar sobre as conexões que fez com nossa equipe, com seu serviço generoso e intuitivo com paixão e cuidado genuínos. Eles são capazes de compartilhar histórias e experiências e apoiar nosso propósito com dedicação e comprometimento. O Singita se tornou sinônimo de excelência e agora temos 15 lodges de safári premiados em quatro países africanos, cada um com sua própria identidade. 

Como as localizações dos lodges se tornaram um verdadeiro ativo para a rede? 

Temos o privilégio de estar localizados nos destinos mais incríveis e icônicos da África, com acesso exclusivo e privado a vastas extensões de terra. Assim podemos restringir nosso número de leitos para que tenhamos menor impacto sobre a terra. Também garantimos que nossos valores permaneçam consistentes e que sejam vividos dentro de nossa empresa. Além disso, valorizamos a criatividade e focamos nossa energia em inovação e mudança contínuas. 

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Escola de culinária do Kwitonda | Foto: Divulgação
Sommelier responsável pela extensa adega
Foto: Divulgação

Do que os hóspedes do Singita mais se lembram após a experiência?

Com certeza, da nossa equipe. Sempre caloroso e atencioso, nosso time nunca deixa de estabelecer conexões reais com nossos hóspedes. Mas também o avistamento excepcional de animais e a conexão com a vida selvagem. Sempre comentam da sensação de paz, quietude e atenção plena de estar na natureza. Reconhecem também os esforços de conservação para proteger e preservar essas áreas selvagens icônicas e os animais. O acesso ao conhecimento de outras culturas, histórias do mato, dança e outros rituais africanos também complementa a sensação de bem-estar que eles sentem no Singita. Por fim, eu diria que a exclusividade de nossas reservas e os poucos veículos percorrendo vastas áreas.

Qual a responsabilidade das grandes marcas quando chegam a lugares que geram forte impacto socioambiental?

Temos a responsabilidade de liderar pelo exemplo e fazer o que é certo. Cuidar das economias em torno de nossas lojas e das pessoas, de sermos objetivos em tudo o que fazemos. Os hóspedes do Singita têm um impacto de longo alcance, pois contribuem para inúmeras iniciativas de conservação e programas de capacitação da comunidade. A conservação contemporânea requer um foco afiado em manter o turismo, as comunidades e a vida selvagem em um equilíbrio construtivo. E a sobrevivência de cada um é crucial para a sobrevivência do todo.

Sobre o Singita Ruanda, como você e outras redes transformaram o turismo de luxo no país?

O presidente Paul Kagame reconheceu que havia um novo mercado de viajantes que não eram atraídos para Ruanda. Ao levar produtos de luxo, atraímos um novo segmento de mercado, que beneficiou a economia e a conservação de gorilas e outros animais selvagens. Há um impacto de longo alcance do ecoturismo gerando emprego local, capacitação e desenvolvimento de pequenos negócios em áreas rurais. Além disso, a educação ambiental e o fornecimento local de materiais de construção beneficiam as comunidades locais. Abrimos uma nova Escola de Culinária Comunitária do Singita em Ruanda, em 2021, para a comunidade ao redor do lodge. Por fim, diria que é um grande privilégio e imensa responsabilidade contribuir para a proteção dos gorilas-da-montanha criticamente ameaçados no Virunga National Park.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 07 da Revista UNQUIET.

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