Laura Villarosa ganha uma mostra individual na Zipper Galeria


Contínuas paisagens

Por Mario Gioia

Laura Villarosa continua a explorar as conexões entre a pintura e a arte têxtil na sua nova mostra, que ganha o espaço expositivo da Zipper Galeria em maio e junho deste 2026. E a paisagem, um dos gêneros que movem a história da arte, ainda é o foco da artista ítalo-brasileira. Nas cerca de 20 telas que compõem a individual, Laura desdobra sedutoras materialidades no cruzamento das linguagens pictórica e do tecido, cativando a atenção de quem passar pela galeria nos Jardins, São Paulo. “Trago uma paisagem continuada, em oposição aos recortes que nosso mundo cada vez mais produz”, explica ela. “E as obras sempre têm um tom emocional. Disso não há como fugir.”

Nascida na siciliana Palermo, Itália, em 1961, Laura não deixa de extrair a diversidade de cor e luz entre a Europa, que visita com frequência, e o Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Mais especificamente na Região Oceânica, em Niterói, onde praias como Itaipu e Camboinhas estão em mar aberto. “Visitei recentemente meu filho na Bélgica e, quando voltei, a luz era totalmente distinta. Os quadros ficaram muito no azul”, conta ela. “A fluidez das paisagens de onde vivo certamente é refletida nos meus trabalhos. Os tons de verde e azul ficam muito presentes.” 

A artista exibe telas de escalas diversas, desde uma de grande porte, com 7 m de largura, já apresentada na Casa Brasil, no Rio, a peças pequenas, de 30 x 20 cm. Entre o figurativo e o abstrato, o natural e o construído, Laura lida com as diferentes especificidades de cada material. “Gosto de explorar todas as potencialidades, subvertendo o atributo de cada um deles”, diz. Nessas obras, de caráter híbrido, em que há pouca diferenciação entre o que é pintura e o que é têxtil, os gestos embaralhados de pintar e tecer criam uma marca autoral cheia de vigor, que não cessa de surpreender. 

@zippergaleria
zippergaleria.com.br

    UNQUIET Newsletter

    Voltar ao topo Clicky