48 horas em Lisboa


48 horas em lisboa

Por Joyce Pascowitch

Lisboa é uma pequena pérola, e o destino escolhido por muitos brasileiros como a primeira parada em uma viagem pela Europa. Mas pode ser bem mais do que isso. Confesso que para mim não foi fácil gostar de Lisboa logo de cara. Mas também confesso que cada vez mais eu vejo graça nessa pequena cidade, onde o tempo parece demorar mais para passar e onde a luz é de uma intensidade única. Chega a ser engraçado porque aquilo que no início me incomodava, aquele ar parado, aquela sensação de menos opções culturais e mesmo menos opções de restaurantes, tudo isso, além de não ser verdadeiro, virou motivo de eu cada vez mais estar encantada com a cidade. A falta de pressa vale ouro nos dias de hoje. Mas, como aqui se trata de 48 horas – intensas -, eu desenhei uma agenda bastante rica, mas compacta. Ao trabalho!

Museus: como o tempo é escasso, sugiro pelo menos três visitas: ao MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), que fica em uma construção contemporânea. Sempre tem alguma exposição muito interessante. O mesmo pode se dizer da Fundação Calouste Gulbenkian, um orgulho para Portugal. Meu museu favorito é o Museu Nacional dos Azulejos – simplesmente maravilhoso. Não deixe de ir! Ah, como esquecer a Casa Fernando Pessoa, que fica em Campo de Ourique, um dos meus bairros favoritos. Uma viagem no mundo, no universo do poeta contemporâneo mais importante do país.

MAAT

Aliás, uma vez no Campo de Ourique, sugiro ir ao mercado, a dois passos da casa de Pessoa: é lá onde os portugueses compram frutas, verduras e tantas coisas mais. Acho que você concorda que, para conhecer de verdade uma cidade, é necessário ir ao mercado local. Eu compartilho dessa ideia.

Passeios: alguns bairros e vizinhanças são os meus preferidos, mas acho que todos valem a visita. Portanto vamos tratar de organizar a agenda para tentar encaixar tudo. Eu pessoalmente amo a Mouraria e a Alfama, com suas ladeiras e casas antigas. Amo. Já para ver a modernidade local, os hipsters e afins, é o Príncipe Real – onde fica, aliás, a Corallo Chocolates, uma loja cuidada por uma mãe e dois filhos lindos. Também por lá há lojas multimarcas com pequenos fabricantes portugueses, além de uma filial da brasileira Livraria da Travessa. Mais uma curta caminhada e se chega a Tascardoso e a outros restaurantinhos lotados. Eu não gastaria meu tempo, minhas horas preciosas em Lisboa, por aí. Descendo um pouco, passamos pelo Bairro Alto, em direção ao famoso bairro do Chiado. Uma parada obrigatória é a loja da Vista Alegre, com louças maravilhosas e porcelanas da marca Bordallo Pinheiro, que eu amo. Ótimo lugar para comprar um presente.

No mesmo bairro estão algumas das minhas lojas preferidas, e nenhuma de roupa ou de moda, de bolsas ou sapatos, que fique bem claro. Essa cidade não é para isso. Minha favorita se chama Paris em Lisboa, muito tradicional, que vende as melhores toalhas de banho, além de roupas de mesa, com guardanapos extremamente charmosos. Outra loja que é fundamental se chama Vida Portuguesa e, como o nome bem diz, vende o melhor do país, desde latas de sardinha e atum até perfumes, sabonetes, paninhos e outros mimos. Tudo extremamente charmoso e com uma curadoria única. Minha livraria preferida também está lá, a Bertrand, a mais antiga da Europa. Tem de entrar e comprar pelo menos um livro de algum autor português, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Dulce Maria Cardozo.

Lá pertinho está a Rua do Alecrim, com um achado: a loja D’Orey, de azulejos antigos, garimpados pelas fazendas e herdades de todo país. Uma maravilha!

Para quem quiser pastéis-de-belém, uma tradição local, tem a Manteigaria, logo acima, na Praça Luís de Camões – melhor se garantir ali, porque talvez 48 horas não sejam suficientes para ir até Belém comer in loco os pastéis, perto da torre.

O Mercado da Ribeira é outra atração local com lojinhas e restaurantes dos mais famosos. Vale uma passagem por lá para experimentar um bolinho de bacalhau e tantas outras delícias. E também para pequenas comprinhas de produtos locais e lembranças.

Outras sugestões de passeio são a beira do Rio Tejo e a Avenida da Liberdade, onde estão as lojas mais sofisticadas e alguns dos melhores restaurantes. E dar pelo menos uma passada pelos bairros da Lapa e do Rato. Tudo isso vale para sentir de verdade a alma da cidade.

Restaurantes: esse é um dos meus temas preferidos. Aqui vão algumas sugestões. Como imagino que não vai dar tempo de visitar todas elas, tente ver qual se encaixa mais em suas preferências.

Nunes Marisqueira: os melhores pescados, tradicional.

Gambrinus: amo o balcão, os croquetes e os garçons.

Rocco: para um drinque, o bar do restaurante, no Chiado, com um décor maravilhoso.

Tasca Baldracca: na Mouraria. Simples, barato e charmoso.

Para o bacalhau, duas possibilidades muito diferentes, mas ambas excelentes: Marítima de Xabregas, bom, com preços acessíveis e bem português, e Black Cod, uma espécie de primo rico do Bacalhau no JNcQuoi Ásia, na Avenida da Liberdade.

Se sobrar tempo, passe em uma loja +351, há várias pela cidade. É uma espécie de Osklen local. E não se esqueça de pegar, pelo menos em um trecho curto, o bondinho, que corta a cidade e é chamado de elétrico.

Benefício para leitores Unquiet:

Valverde Hotel

Drinque de boas-vindas e amenidades surpresas de boas vindas de Lisboa.
Roteiro sob medida de restaurantes e lojas dos bairros próximos ao hotel.
(Consulte seu agente de viagem)
valverdehotel

Matéria publicada na edição 12 da Revista UNQUIET.

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