Feriados 2026: para onde viajar no Brasil


Ciclistas pedalam na faixa de areia de uma praia ampla no litoral do Paraná, com mar calmo em primeiro plano e montanhas azuladas ao fundo, Brasil.

Viajar nos feriados prolongados de 2026 no Brasil é aproveitar pequenas pausas no calendário para imergir em natureza, cultura e história fora das rotas saturadas. O Brasil foi eleito Destino do Ano de 2026 por publicações internacionais de turismo, reforçando sua projeção global neste segmento de viagem de natureza e experiências culturais profundas.

Em vez das rotas saturadas, propomos trocar o volume das grandes cidades por ritmos autênticos: o vento na caatinga, o pulsar da Amazônia ou o silêncio das pedras históricas.

Aqui está um guia detalhado com 8 destinos estratégicos para cada feriado nacional, combinando passeios em parques nacionais brasileiros, roteiros culturais e ecoturismo de qualidade.


Calendário de feriados 2026 no Brasil

Superagui: canal de maré contorna banco de areia sob céu azul com nuvens, em praia de maré baixa no litoral do Paraná, Brasil
Praia de maré baixa no Superagui | Chostakovis, CC BY-SA 3.0,  Wikimedia Commons

Para otimizar seu planejamento, confira as principais datas de feriados e pontos facultativos em 2026 que permitem emendas ou viagens rápidas:

Feriado Data em 2026 Tipo Sugestão de Destino
Carnaval 16 e 17/02 Ponto Facultativo Serra da Capivara (PI)
Páscoa 03/04 Nacional São José do Barreiro (SP)
Dia do Trabalho 01/05 Nacional Cachoeira (BA)
Corpus Christi 04/06 Ponto Facultativo Parque do Catimbau (PE)
Independência 07/09 Nacional Superagui (PR)
N. Sra. Aparecida 12/10 Nacional Santuário do Caraça (MG)
Finados 02/11 Nacional Anavilhanas (AM)
Consciência Negra 20/11 Nacional PETAR (SP)

Para embasar seu planejamento, consulte o calendário de feriados e pontos facultativos do Governo Federal em 2026, lembrando que estados e municípios podem ter datas locais:

1. Carnaval: Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)

Arco natural de arenito conhecido como Pedra Furada no Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí, com vegetação de caatinga e nuvens densas ao fundo.
A Pedra Furada, símbolo da paisagem da Serra: camadas de arenito talhadas por eras | iStock

O Parque Nacional da Serra da Capivara é um dos destinos mais ricos em registro arqueológico das Américas, com mais de 30 mil peças de arte rupestre e trilhas que passam por sítios que chegam a mais de 10 mil anos de idade. O parque é Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela Unesco e oferece uma imersão profunda na pré-história brasileira.

O que fazer no Parna da Serra da Capivara: 

  • Trilhas arqueológicas no parque: percorra caminhos por sítios que abrigam arte rupestre pré-histórica preservada no Parque Nacional da Serra da Capivara, entendendo as narrativas humanas e geológicas dessa área protegida.
  • Visita ao Museu do Homem Americano: como complemento às trilhas, o museu apresenta achados arqueológicos e contextos históricos que ajudam a compreender a presença humana antiga no Piauí.
  • Observação da paisagem da caatinga: caminhar pela região permite observar a flora e fauna adaptadas à caatinga e cenários naturais marcantes que variam conforme condições sazonais.

2. Páscoa: São José do Barreiro (SP)

Vista panorâmica de São José do Barreiro cercada por colinas verdes no interior de São Paulo, com casas baixas no vale e céu parcialmente nublado
São José do Barreiro: mapa vivo para a serra | Halley Pacheco de Oliveira, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons

São José do Barreiro é uma cidade pequena com acesso direto à Serra da Bocaina. Ideal para trilhas e cachoeiras em meio à Mata Atlântica preservada. Um destino para curtir ecoturismo longe das praias lotadas no feriado de abril. Para entrar a pé com pernoite na parte alta, é indispensável seguir as regras e solicitar autorização quando aplicável, conforme o ICMBio (autorizações na parte alta da Serra da Bocaina). Você também pode consultar a página oficial do Parna da Serra da Bocaina (ICMBio).

O que fazer no Parna Serra da Bocaina: 

  • Caminhadas em trilhas variadas: percorra trechos do histórico Caminho do Ouro”, antiga rota colonial que cruzava a Mata Atlântica, até lajes de pedra em meio à vegetação exuberante do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
  • Cachoeiras e banhos naturais em São José do Barreiro: a região oferece quedas d’água como a Cachoeira Santo Isidro e outras piscinas naturais para banho em meio à floresta.
  • Observação de fauna e flora: dentro do parque e arredores é possível avistar espécies características da Mata Atlântica, da avifauna aos mamíferos e vegetação rica e diversa

3. Dia do Trabalho: Cachoeira e São Félix (BA)

Barco à vela em rio largo diante de casario colorido em encosta na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, com luz suave de fim de tarde
À margem, as fachadas guardam séculos enquanto, no rio, o vento ainda dita o ritmo | Getty

No Recôncavo Baiano, as ruas contam histórias em camadas. O conjunto urbano de Cachoeira é tombado pelo IPHAN. E São Félix, do outro lado do Paraguaçu, também guarda reconhecimento patrimonial em sua paisagem histórica. Aproveite para atravessar para São Félix e apreciar a vista do rio. A Ponte Dom Pedro II é parte desse enquadramento de século.

O que fazer em Cachoeira e São Félix:

  • Centro histórico de Cachoeira: caminhe por ruas coloniais e praças que integram o conjunto urbano tombado pelo patrimônio, narrando o passado urbano do Recôncavo Baiano.

  • Travessia pela Ponte Dom Pedro II: a travessia sobre o Rio Paraguaçu entre as cidades oferece belíssimas vistas fluviais e contexto histórico único à margem do recôncavo.

  • Sabores e mercados locais: feiras e gastronomia típica da região traduzem a cultura baiana em sabores e tradições locais.

“Atravessar a Ponte Dom Pedro II sobre o Rio Paraguaçu é ver a paisagem mudar de margem e de século.”

 

4. Corpus Christi: Parque Nacional do Catimbau (PE)

Formações rochosas monumentais na caatinga do Parque Nacional do Catimbau ao pôr do sol, com vegetação baixa e céu em tons pastel
No Catimbau, a pedra não é só cenário: é arquivo | iStock

O Parque Nacional do Catimbau oferece uma geologia dramática de cores ocres. É o segundo maior parque arqueológico do Brasil, superado apenas pela Serra da Capivara. As trilhas têm diferentes níveis de dificuldade. Para chegar aos melhores sítios com orientação e segurança, vale contratar um condutor local na Vila do Catimbau.

Para planejar a visita, consulte o ICMBio (Informações sobre visitação – PARNA do Catimbau). O Ministério do Turismo também registra o Catimbau como o segundo maior parque arqueológico do Brasil. E para contratar serviços com segurança (condutores, transporte e apoio autorizados),veja a página do ICMBio sobre prestadores e serviços de apoio à visitação.

O que fazer no Parna Catimbau:

  • Caminhadas por formações de arenito: trilhas revelam os vales e cânions formados por erosão que caracterizam o Parque Nacional do Catimbau, ao mesmo tempo área arqueológica relevante.
  • Patrimônio arqueológico: o parque abriga milhares de sítios arqueológicos com pinturas rupestres que representam a pré-história do sertão.
  • Observação da fauna típica do semiárido: fauna característica da caatinga, como aves e répteis, compõe a experiência de observação da natureza.

5. Independência: Parque Nacional do Superagui (PR)

No Superagui, barcos de pesca ancorados em mar tranquilo próximos à praia, com linha de vegetação costeira ao fundo e céu aberto, litoral brasileiro
A beleza tranquila do litoral catarinense | Getty

O litoral que não tem pressa: vilas pequenas, praias e Mata Atlântica. O Parna Superagui é ideal  para caminhadas entre mar e restinga. O acesso acontece apenas por navegação, saindo de Paranaguá ou Guaraqueçaba. Planeje sua visita no site oficial do Parque Nacional Superagui.

O que fazer no Parna Superagui:

  • Praias e restingas preservadas: percorra trilhas costeiras que cruzam praias desertas e vegetação de restinga no Parque Nacional do Superagui, com paisagens naturais intactas.
  • Biodiversidade litorânea: o parque protege habitats de espécies ameaçadas como o mico-leão-de-cara-preta e várias aves costeiras.
  • Interação com comunidades caiçaras: a presença de comunidades tradicionais como Barra do Superagui permite experiências culturais e gastronômicas locais.

6. N. Sra. Aparecida: Santuário do Caraça (MG)

Capela histórica branca com porta vermelha em área montanhosa do Santuário do Caraça, com céu azul intenso e vegetação de serra ao redor
No Caraça, a sensação é de refúgio: a montanha impõe escala e, de algum modo, organiza o pensamento | Getty

Uma igreja monumental cercada por trilhas e cachoeiras. A observação do lobo-guará é o ponto alto, mas lembre-se que o “horário do lobo” é restrito a hóspedes do complexo. Reserve no site oficial do Santuário do Caraça. Antes de ir, leia as Normas de Visitação e confira detalhes sobre o lobo-guará (biodiversidade caracense)

O que fazer no Santuário do Caraça:

  • Trilhas serranas e mirantes: caminhos que serpenteiam vales e encostas com cachoeiras naturais e panoramas sobre a Serra do Espinhaço.

  • Observação de fauna regional: espécies emblemáticas como o lobo-guará podem ser avistadas em áreas indicadas durante trilhas no santuário.

  • Arquitetura histórica: visite a capela principal e os espaços religiosos que compõem este patrimônio cultural integrado à natureza

7. Finados: Parque Nacional de Anavilhanas (AM)

Águas escuras do Parque Nacional de Anavilhanas no Rio Negro, com margem de floresta densa e faixa de capim na beira
Em Anavilhanas, o horizonte é feito de ilhas e silêncio | Getty

A Amazônia contemplativa em um arquipélago no Rio Negro. Com mais de 350 mil hectares, o cenário muda drasticamente entre a cheia e a seca. Para informações oficiais (contexto do parque, acesso e orientação geral), consulte: ICMBio – Parque Nacional de Anavilhanas.

O que fazer no Parna de Anavilhanas:

  • Passeios pelas ilhas do Rio Negro: percorra o arquipélago do Parque Nacional de Anavilhanas, labirinto fluvial de ilhas e canais na Amazônia.
  • Vida aquática amazônica: durante os passeios de barco, é possível observar botos e outras espécies aquáticas típicas da região.
  • Contrastantes fases de cheia e seca: a transformação visual do arquipélago entre épocas do ano oferece duas experiências distintas da floresta inundada e seca.

    8. Consciência Negra: PETAR e Quilombo Bombas (SP)

Interior de caverna com riacho e reflexo verde na entrada, no PETAR, Vale do Ribeira, Brasil.
Dentro da caverna, a água trabalha em segredo há milênios | iStock

Aventura subterrânea nas cavernas de Iporanga combinada com turismo de base comunitária no Quilombo Bombas. É uma viagem que reorienta a ideia de território e resistência. Para informações oficiais do PETAR (visitação, estrutura e dados gerais), acesse o Guia de Áreas Protegidas (Governo de SP) – PETAR.

Para conhecer a comunidade e o contexto do Território Quilombola de Bombas (com informações de acesso e história), consulte a página da própria articulação territorial: Quilombos do Ribeira – Bombas.

O que fazer no Parna Petar

  • Exploração de cavernas espetaculares: no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), explore mais de 300 cavernas, rios subterrâneos e salões naturais.
  • Trilhas em Mata Atlântica densa: trilhas que passam por vales, quedas d’água e florestas densas oferecem uma experiência completa de ecoturismo.
  • Vivência no Quilombo Bombas: interaja com a comunidade, conheça tradições e histórias quilombolas no Vale do Ribeira.

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Feriados 2026 | Perguntas frequentes

Pintura rupestre com figuras humanas em rocha arenítica no Parque Nacional da Serra da Capivara, patrimônio arqueológico no sertão do Piauí
Na Serra da Capivara, traços antigos permanecem nítidos | iStock

Quais são os melhores destinos para os feriados de 2026?
Os destinos “fora do óbvio” mais indicados para os feriados 2026 são a Serra da Capivara (PI) para história, o PETAR (SP) para aventura em cavernas e Anavilhanas (AM) para uma imersão na Amazônia. Todos permitem roteiros de 3 a 5 dias.

Preciso agendar minha visita ao parque nacional?
Alguns parques e atrativos exigem (ou recomendam) agendamento prévio via serviço oficial do Gov.br/ICMBio. Verifique a lista de unidades atendidas e as regras do destino antes de viajar.

Como planejar viagens curtas em feriados nacionais?
A dica é focar na logística. Escolha destinos com acesso simplificado ou que o deslocamento faça parte da experiência. Reserve guias e hospedagens com pelo menos três meses de antecedência, especialmente em Parques Nacionais onde há limite de visitantes.

Quais feriados de 2026 serão prolongados?
Em 2026, teremos ótimas oportunidades na Paixão de Cristo (abril), Dia do Trabalho (maio), Independência (setembro), Nossa Sra. Aparecida (outubro) e Consciência Negra (novembro), todos permitindo emendas de fimde semana.

 


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