Madagascar, a ilha mais inexplorada do Oceano Índico

Ecossistemas ricos, paisagens jurássicas, águas cristalinas e praias tropicais. Os mistérios e o deslumbre desta ilha africana esperam você

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MIAVANA

  • Experiência exclusiva de degustação do rum de Madagascar para leitores UNQUIET.
  • Sobre o rum de Madagascar: O elemento mineral e o terroir de Madagascar tornam os sabores do rum únicos e impossíveis de replicar em qualquer outro lugar. Os óleos essenciais produzidos pela árvore ylang-ylang e outras plantas aromáticas como baunilha, cravinho e cítricos se incorporam a cana de açúcar utilizada para produzir o rum em Madagascar. Os solos vulcânicos em que a cana de açúcar é cultivada, bem como o processo de envelhecimento do carvalho, criam a harmonia destes sabores únicos.

Código de Reserva: UNQUIET SPECIAL OFFER

Validade: para viagens até setembro de 2022

Madagascar talvez seja um dos poucos lugares do mundo onde a confluência entre a exuberância e o intocado é real.

Localizada na costa oriental da África, quarta maior ilha do planeta, a cerca de mil quilômetros da costa de Moçambique, Madagascar é lar de uma infinidade de plantas e animais tropicais. A ilha se soltou do continente indiano há 88 milhões de anos. Isso fez com que mais de 90% de toda a sua fauna e flora existam apenas lá. É o caso dos lêmures, ágeis primatas de olhos grandes e saltados, que ali somam mais de 100 espécies – ameaçadas pelo desflorestamento e pela mudança climática. A melhor maneira de conhecê-los de perto é fazer um safári nos parques nacionais de Andasibe-Mantadia e Ranomafana. Programa obrigatório.

Descoberta pelos portugueses em 1500, colônia francesa até 1960, a ilha do tamanho de Minas Gerais teve sua independência conquistada a duras rebeliões.

Alameda dos Baobás em Morondava: as árvores, algumas com mil anos de idade, são consideradas sagradas para os malgaxes.
Foto: Getty
Mercado de Hell-Ville | Foto: Alamy
Tartaruga | Foto: Getty

A chegada a Antananarivo, capital, tem o típico clima de caos poético dos aeroportos africanos: dialetos por toda a parte, costumes e hábitos curiosos, e a doçura e boa vontade únicas de quem ama receber estrangeiros em sua terra. Não parece em nada o aeroporto de uma capital. Algumas partes do chão são de terra batida. Há pouquíssimos computadores e televisores, para não falar da inexistência de sinalização. Em uma sala fechada um homem acende um cigarro ao lado da esteira para retirar as bagagens. Me sinto num filme dos anos 1970 ao perceber que é permitido fumar em quase todos os lugares.

Madagascar não é um país perigoso. Visitar Antananarivo, porém, requer alguma cautela e planejamento. A maioria dos que chegam usa a capital apenas como ponto de partida para visitar a famosa Alameda dos Baobás. É o coração pulsante do turismo malgaxe e uma das paisagens mais marcantes na vida.

Ponte pênsil que atravessa uma ravina de pedras | Foto: Getty

Alameda dos Baobás

Eternizados pelo francês Antoine de Saint-Exupéry no clássico O Pequeno Príncipe, os baobás são vistos no livro como pragas e uma metáfora para os aspectos negativos do caráter humano.

“A árvore grande como uma igreja pode atravancar todo o planeta e perfurá-lo com suas raízes”, conta a história. Mas no universo de Madagascar eles representam o contrário. A majestosa planta, símbolo da diversidade biológica e da riqueza natural do país, é sagrada para os moradores.

Madagascar tem 26 milhões de moradores, mas recebe por ano só 300 mil visitantes.

Istimo e ilha no Índico | Foto: Getty

Existem nove espécies de baobás no mundo. Seis vivem em Madagascar. A espécie Adansonia grandidieri – assim chamada para homenagear o botânico francês Alfred Grandidier – é a mais imponente. Os malgaxes a batizaram de Reniala, a Mãe da Floresta. Sua onipotência é quase tangível quando se vê um de perto pela primeira vez. Os espécimes mais antigos podem ter mil anos de idade, os mais jovens entre 200 e 300 anos. Seu tronco cilíndrico eleva-se até 30 metros de altura, onde os galhos – sem folhas durante metade do ano – assemelham-se a raízes que crescem em direção ao céu. Por isso, o baobá é chamado de “árvore de cabeça para baixo”.

A famosa alameda situa-se em uma região bem particular do sudoeste de Madagascar, nas proximidades de Morondava. Abrange uma faixa próxima ao litoral, de 250 quilômetros de extensão por 20 a 30 quilômetros de largura.

A viagem de Antananarivo a Morondava tem aproximadamente 700 quilômetros. A aventura já começa nas estradas, rurais em muitos trechos. O percurso leva em torno de dois dias. É obviamente cansativo, mas os entusiastas de experiências fora da curva tiram de letra. De toda forma, o que está por vir compensará o esforço e o corpo cansado.

A Alameda dos Baobás parece o cenário de um filme de ficção científica. Ao passo que você se aproxima das árvores, sente-se caminhando rumo a um tempo indefinido, a séculos passados. O desgaste da viagem vai se diluindo. O olhar maravilhado dos que chegam zanzam da base ao topo das árvores. Me sinto num daqueles momentos sublimes dos apaixonados por viajar, quando presenciamos o quanto as conformações da natureza podem revitalizar nossa alma.

Lêmure | Foto: Getty
Cavalgada em Nosy Be | Foto: Getty
Raposa Tenreco | Foto: Getty

Nosy Be

Madagascar é uma ilha distante e de difícil acesso. A companhia local, Air Madagascar, é apelidada de Air Mad, por cancelar seus voos sem aviso prévio. Uma vez lá, entretanto, é obrigatório acrescentar ao roteiro o arquipélago de Nosy Be. Destino hype de franceses descolados que buscam experiências mais inusitadas que a Côte D’Azur, Nosy Be é famosa pelo azul celeste de seu mar e pela areia branca de suas praias, combinados à beleza da floresta tropical.

É a meca do mergulho em Madagascar, graças aos recifes de corais que servem de refúgio à fauna e à flora subaquáticas. A principal ilha do arquipélago, também chamada de Nosy Be, tem origem vulcânica. É formada por colinas, montanhas e crateras (originárias dos vulcões), muitas vezes com lagos dentro – considerados sagrados pelos população local. É também a mais populosa e mais equipada para o turismo. Nas florestas você verá um pantone verde dentre árvores como pau-rosa, cânfora, palmeiras, sumaúma, tamarindo e casuarina.

À parte as praias inesquecíveis, visitar o mercado de Hell-Ville é uma aventura indispensável para quem busca vivenciar profundamente o estilo de vida dos locais. Espécie de “mercadão”, Hell-Ville é um mergulho em uma explosão de cores e sabores, onde comerciantes vendem de alimentos a objetos de artesanato em barracas. Lugar perfeito para deixar o olhar e o olfato se perderem entre o arco-íris colorido das frutas – e o aroma dos temperos e das especiarias.

Os grandes frequentadores do mercado são os próprios malgaxes. Isso transforma o passeio numa oportunidade única de apreciar e compreender sua rotina e a maneira como se relacionam entre si. Basta aproveitar a sombra de uma barraca e apreciar o espetáculo. Na saída de Hell-Ville, tuk tuks, animais e transeuntes dividem a rua em uma caótica harmonia.

No entorno da povoada Nosy Be existem outras ilhas espetaculares e menos conhecidas: Nosy Iranja, Nosy Komba, Nosy Mitsio, Nosy Sakatia e Nosy Tanikely. Algumas são possíveis de serem visitadas em uma day trip, como Nosy Iranja. Assim como a Alameda dos Baobás, Nosy Iranja também confunde a mente entre os limites do real e do imaginário. O lugar é formado por duas ilhotas, Nosy Iranja Be and Nosy Iranja Kely, conectadas por uma estreita faixa de areia de 2 quilômetros.

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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

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Miavana

  • Eliminação do Plástico de uso único
  • Gerenciamento da reciclagem no destino
  • Conservação de energia, o hotel utiliza o mínimo de energia possível para operação e implementa boas práticas de energia na ilha, incluindo o uso de geisers de energia solar, lâmpadas de LED e potes solares. As vilas são equipadas com o Evening Breeze, um aparelho de ar condicionado ecológico que refrigera apenas a área de dormir imediata e não o quarto inteiro.
  • Conservação e gestão da água, o consume é registrado diariamente e a água da chuva é colhida através de tanques de coleta. As águas residuais são tratadas através de um sistema Bio-Roc, que não utiliza produtos químicos, mas passa a água através de uma série de fossas sépticas e tanques de decantação até que a água cinza resultante possa ser utilizada para irrigação.

    timeandtidefoundation.org

Onde ficar: Time + Tide Miavana

Deixando de lado as viagens “bate e volta”, quem busca o auge de uma experiência excepcional e privativa deve conhecer o Time + Tide Miavana. Possivelmente um dos hotéis mais fascinantes do mundo, o resort fica na pequena e exuberante Nosy Ankao. A equipe local organizará um helicóptero saindo de Nosy Be para levá-lo. Uma vez lá, suas únicas preocupações serão não se atrasar para as atividades que escolher fazer – tarefa difícil já que sua rotina na ilha fará esquecer do relógio.

As 14 vilas são verdadeiras obras-primas no que tange a luxo e design. Todas ficam à beira-mar e contam com piscina particular, além de bicicletas e buggy elétrico para explorar as redondezas. Idealizado pela renomada dupla de arquitetos sul-africanos Silvio Rech & Lesley Carstens, o design do hotel une o conceito de barefoot beach luxury a uma modernidade minimalista – um alento frente ao estilo balinês, já saturado em resorts praianos. Assim como nos demais hotéis da rede (destaque para o North Island Resort em Seychelles) o conceito de sustentabilidade é primordial: a propriedade funciona à base de energia solar e foi construída apenas com materiais eco-friendly. Uma parte dos lucros também é destinada a melhorias na vida da comunidade local.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 04 da Revista UNQUIET

Camaleão | Foto: Getty
Mapa: Antônio Tavares

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