Encontro com os chimpanzés da Tanzânia

Nas montanhas de Mahale, quando você começa a ouvir os chimpanzés, tudo parece se iluminar por dentro.

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 Na primeira vez que fui à Tanzânia, visitei Ngorongoro, o Kilimanjaro e o Serengeti.

Passei sete dias por lá e me acendeu aquela famosa luzinha do: “Tenho que voltar aqui neste país”. Voltei. E aqui escrevo sobre essa volta.

Pude relaxar em praias paradisíacas, mas aquilo que mais me marcou nessas duas ocasiões foi poder entrar em contato com os chimpanzés. O passeio não é barato nem de fácil acesso. Mas é imperdível.

Os chimpanzés vivem na floresta das montanhas de Mahale, no extremo oeste da Tanzânia, fronteira com a República Democrática do Congo. Para chegar, são poucos voos (não diários) naqueles aviõezinhos que parecem de Lego. Você pousa numa pista que pelo tamanho não poderia se chamar “pista” e sim “acostamento”. Como é uma região de montanha, o tempo está sempre mudando.

As montanhas são cortadas pelo lago Tanganica, que está entre os maiores do mundo e é o segundo mais profundo, quase 1.500 metros. É dos lagos mais lindos que já vi. Sua água límpida e azul-turquesa pede um mergulho. Os hipopótamos e crocodilos ali presentes pedem que não. Chegando no “aeroporto” de lá (com muitas aspas), despeça-se da internet, do sinal de celular e entre no barco que te levará para o seu lodge.

Foto: Divulgação
Foto: Getty
Foto: Getty

O meu era o Greystoke Mahale Camp. Uma hora e vinte de barco (que o próprio hotel disponibiliza) num passeio muito tranquilo (quando não está chovendo, porque aí prepare-se para ficar ensopado). Ao longe, na beira da praia, uma grande cabana de palha. Chegamos. Digo praia, porque era exatamente o que parecia. Havia ondas e areia branca num fundo infinito de água. Parecia uma miragem. Um convite para um mergulho. Que delícia seria ficar de bobeira com uma cerveja na mão na beira do lago. Pro crocodilo também.

Na trilha dos chimpanzés

Todos ali são preservadores daquele lugar. Cientistas, pesquisadores, todos estão ali, ensinando e cuidando para que nada possa causar qualquer tipo de dano aos animais e à floresta. A rotina diária é: acordar às sete da manhã, tomar um café da manhã reforçado na sede e ir com os trackers pelas montanhas para a tão esperada observação.

Para garantir que a saída não seja em vão, alguns trackers já saíram às cinco da manhã no encalço das pistas para localizar os grupos. Assim, quando encontram os chimpanzés, avisam por rádio ao pessoal da sede – e sai todo mundo em caminhada montanha adentro (e acima) para a localização exata.

Foto: Getty

Eles não estão aguardando a nossa chegada, estão em movimento. À procura de alimentos, local de descanso, para brincar…Às vezes, os trackers demoram a encontrar algum grupo, então, depois do café, ficamos nos quartos fazendo hora até sermos avisados. É necessário levar roupas específicas para essa caminhada. Calças e camisas de manga comprida de material leve e que seque fácil. Importante que as cores não sejam chamativas. Pensem no bege, cinza e marrom. Não se pode usar perfume também. Tênis impermeável (leve dois para fazer um rodízio), chapéu ou boné e uma pequena mochila para a sua água.

A caminhada não é dura, mas demanda certa resistência. Todos os hóspedes vão juntos numa fila e todos se ajudam, mas há alguns morros, subidas e descidas escorregadias, travessias de riachos e a procura leva horas. Foi nesse passeio que pela primeira vez usei as máscaras que a covid popularizaria anos depois. É para evitar que passemos doenças para os macacos que com uma gripezinha podem morrer.

Foto: Getty

O encontro

Quando você começa a ouvir os sons dos chimpanzés, tudo parece se iluminar por dentro. Os guias são muito preparados e amam o que fazem, sabem tudo sobre todos os integrantes de cada grupo e adoram conversar e explicar o funcionamento de cada bando.

Dei sorte de meu primeiro encontro ter sido no chão. Pude vê-los brincando, se batendo, rindo, correndo – tudo a centímetros de mim. Você não pode interagir com eles, obviamente, mas eles não sabem dessa regra e volta e meia interagem com você. É impressionante ver trinta daqueles animais à sua volta.

Eles percebem a nossa presença, mas isso não altera muito a rotina. Ali estão acostumados com os humanos por perto. Emitem sons o tempo todo, o que torna tudo ainda mais interessante. O cheiro é diferente de tudo o que você já sentiu antes. E de perto é possível se perder em detalhes: pelos, unhas, dentes, olhares…

nada, alguns começam a urrar, se bater e sair correndo. Assusta no início, mas os guias nos tranquilizam. O que parece um surto é apenas uma forma de brincarem entre eles. Sobem e descem das árvores, pulam de galho em galho, tudo isso muito perto de nós. Por um momento você se sente parte daquilo. O silêncio da floresta nos ajuda na imersão. Conforme eles se movem, nós vamos atrás.

Eles ficam muito próximos, muitas vezes te tocam, balançam árvores, coisas caem em você. Numa dessas, um deles balançou um galho e derrubou meu celular. Outro se aproximou da minha mulher e deu uma cantada nela. Machos, fêmeas, bebês, idosos, o bando é repleto de diferentes tipos e tamanhos. Voltamos a tempo de almoçar e passar a tarde descansando.

Foto: Fabio Porchat
Foto: Getty
Foto: Getty

Atividades e troca de experiências

Há passeios de barco para ver crocodilos e hipopótamos que na água transparente são incríveis e até nadar é possível, acredita? No meio do lago, onde é fundo o bastante pra nenhum animal chegar, podemos nadar numa água fria, mas deliciosa. Há boias nos barcos, o que torna tudo mais divertido.

A interação com os hóspedes do mundo todo é outro ponto alto das refeições. A troca com esses turistas que amam viajar faz com que qualquer “good morning” já vire um “where are you from?”. A experiência por si só já seria imbatível, mas o conjunto transformou esses meus cinco dias no Mahale nos melhores da minha vida. A natureza em sua potência máxima, o ser humano em sua insignificância máxima, o relaxamento absoluto num paraíso como esse é o que faz da vida algo único. Estar ali foi o ponto alto das minhas histórias de viagens.

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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

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Grumeti Fund

Como guardião de mais de 350.000 acres do mundialmente conhecido ecossistema do Serengeti na Tanzânia, a parceria de Singita com Grumeti Fund teve um profundo impacto no ecossistema do Serengeti. O Fundo Grumeti, realiza programas de conservação da vida selvagem e de desenvolvimento comunitário ao redor da Reserva Grumeti Singita.

Diante de desafios que incluem a caça ilegal descontrolada, incêndios desenfreados e a disseminação de cordões de vegetação invasora,  quando assumiu o gerenciamento da área em 2003, o Fundo se dedicou a transformar novamente em populações prósperas os números de vida selvagem gravemente atingidos. Restaurando esta região, outrora árida e altamente degradada, para uma região selvagem florescente, seus sucessos incluem a notável recuperação de muitas espécies – incluindo as populações de búfalos, gnus e elefantes, e em 2019, o Fundo realizou a maior recolocação e reintrodução de 9 rinocerontes negros do leste gravemente ameaçados.

Site: singita.com/conservation/serengeti

 

Foto: Getty
Mapa: Antônio Tavares

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