Guia de destinos sustentáveis: mobilidade

Usar o transporte público local, deslocar-se por trem, caminhar ou andar de bicicleta são, definitivamente, algumas das melhores maneiras para viver uma experiência de turismo em verdadeira harmonia com o meio ambiente

O tipo de mobilidade utilizado pelos viajantes pode ser um elemento central para tornar qualquer viagem realmente sustentável. Usar o transporte público local, deslocar-se por trem, caminhar ou andar de bicicleta são, definitivamente, algumas das melhores maneiras para viver uma experiência de turismo em verdadeira harmonia com o meio ambiente. Com exceção de caminhar ou andar de bicicleta, utilizar o trem é a maneira mais ecológica de viajar. Em termos de consumo de energia, uso do espaço e níveis de ruído, os trens também são muito mais sustentáveis. Os viajantes podem comparar o impacto que causam com o trem e outros meios de transportes neste site: ecopassenger.org

Pedalando pelo mundo
Uma das formas mais incríveis, saudáveis e sustentáveis de conhecer qualquer lugar do mundo e ter contato com as culturas locais é, sem dúvida, pedalar. A bicicleta não polui e dá ao viajante a possibilidade de parar a qualquer momento, onde quiser, permitindo um contato mais direto com tudo e todos. O incentivo ao uso desse e de outros modais tem ganhado cada vez mais espaço em diversas cidades e vem se tornando uma bela opção para a mobilidade dos viajantes responsáveis. 
Nos últimos anos, algumas cidades estão encorajando mais a prática e, aos poucos, se locomover de bicicleta tem ficado mais fácil e agradável.
É possível avaliar se um destino é ou não bike friendly antes de viajar buscando o Índice Global de Bicicletas, que analisa e classifica as cidades com base em vários critérios. Entre eles, ciclovias e taxas de roubo do equipamento, e até o número de dias com clima bom para pedalar.
de.luko.eu

De bike pelos Países Baixos  

Antuérpia, na Bélgica, é um desses destinos que aparecem no ranking de melhores lugares para quem quer conhecer um lugar sobre duas rodas. Localizada na região de Flandres, é um dos portos mais antigos da Europa, cujo sucesso se deve à profundidade do Rio Escalda, que permite a passagem de navios de grande porte. 

A cidade é bastante plana e conta com mais de 300 pontos de aluguel de bicicletas, que podem ser retiradas por meio de um aplicativo. Além disso, a arquitetura exuberante, que ainda preserva boa parte da arquitetura flamenga renascentista, convida a ser admirada em um passeio em duas rodas. É possível passear por locais como o centro histórico, onde está o prédio da Câmara Municipal, um Patrimônio Mundial da Unesco, e a Estação Central de Antuérpia, considerada uma das mais bonitas do mundo. 

Aproveite o passeio para visitar o Museu Aan de Stroom (MAS), localizado no bairro de Eilandje, na zona portuária mais antiga da cidade. Esse prédio de dez andares possui uma arquitetura contemporânea espetacular e imponente, que abriga mais de 470 mil peças da história da Antuérpia, com acervos dos museus Marítimo e Etnográfico do país. Lá também é possível aproveitar a incrível vista panorâmica para tirar fotos. 

slimnaarantwerpen.be

Bicicletas na Antuérpia | Foto: iStock
Helsinque | Foto: iStock

Uma cidade bike-friendly

A capital da Finlândia, Helsinque, não é um destino muito comum quando se fala em turismo de pedal, mas desde 2016 ela vem investindo na popularização desse meio, tornando-se um dos 20 destinos recomendados em todos os rankings para quem quer viajar pedalando. Lá é muito fácil alugar a magrela em uma das 150 estações instaladas, com a oferta de mais de 1,5 mil bicicletas. É possível realizar um passeio à beira-d’água nessa cidade do Círculo Polar Ártico e, seguindo as ciclovias, passear por algumas das 300 ilhas que compõem o arquipélago da região. Pode-se, por exemplo, fazer um bike tour de cinco horas, ou pegar a trilha Kivinokka, fora da cidade, e parar para um mergulho na praia ou um passeio de canoa pela costa.

hel.fi

Sobre trilhos

Viajar sobre trilhos, além de mais ecológico, pode ser rápido, tranquilo e seguro e proporcionar uma belíssima experiência para os que gostam de admirar belas paisagens. A extensa malha ferroviária europeia é um convite a esse tipo de viagem. Mais do que isso, em muitos destinos dá para combinar modais com a bicicleta, como o ferroviário e trechos aéreos. 

Suíça multimodal

A Suíça é um dos países do Velho Continente onde a combinação de modais é bastante fácil. Zurique, uma das principais cidades do norte do país, costuma estar nas listas das melhores do mundo para viver e é bastante simpática à mobilidade ativa. Esse destino dispensa carros, e seu planejamento urbano conta com a ampla utilização de trams e ônibus. O país conta com uma eficiente malha ferroviária, o que proporciona facilidade de locomoção a quem o visita. Em Zurique, é muito fácil percorrer o centro histórico de bicicleta ou a pé, passear pela orla e fazer passeios de barco pelo lago. A menos de uma hora de trem da capital, Berna, está Lucerna, que encanta com suas belezas arquitetônicas e charmosas construções medievais e suas paisagens naturais, pois está rodeada pelos Alpes nevados.

Expresso Luzerna-Interlaken | Foto: Interlaken Tourism
Trem passando pelo Viaduto de Landwasser, no cantão dos Grisões na Suíça | Foto: iStock

Suíça nas alturas

Viajar de trem pela Suíça é uma belíssima experiência para o viajante ecologicamente responsável. Umas das rotas é unir todos estes destinos turísticos: Zurique, Interlaken e Lucerna. Interlaken é o ponto de partida para a famosa subida ao complexo Top of Europe, a estação de trem mais alta do continente. O local conta com um parque de diversões, além de muita neve, esculturas de gelo e uma vista de tirar o fôlego.

myswitzerland.com/pt

Berna desvendada

Para os que preferem uma rota mais ativa, é possível combinar as viagens de trem com pedal para conhecer as paisagens mais rurais da região de Berna. Uma boa escolha é unir o turismo de bicicleta com outros modais (trem e barco) para realizar um circuito maior, conhecendo outras localidades. 

Europa de trem

Um roteiro que una três clássicos destinos via ferrovias pode ser uma boa opção também para conhecer os principais destinos da Europa que não podem faltar nos planos de nenhum viajante. É fácil e prático ir de Londres a Bruxelas e depois Amsterdã por trem.  Em Londres, visite os museus (a maioria tem entrada gratuita) e pontos turísticos como a London Eye, o Big Ben e o Palácio de Buckingham.  

O trem Eurostar leva a Paris em cerca de duas horas e lá é possível admirar sua magnífica arquitetura e a beleza da Torre Eiffel, enquanto se descansa do itinerário intenso de passeios. Em Bruxelas, o viajante pode aproveitar para caminhar entre as pequenas ruas e experimentar chocolate, cerveja e batatas fritas, todos típicos da cidade. Na sequência, siga até Amsterdã, uma cidade com vida noturna agitada, ideal para quem busca muita diversão. Aproveite para visitar o emocionante Museu Anne Frank e fazer passeios de barco pelos canais. 

www.eurostar.com

Belmond
Trem Orient Express | Foto: divulgação

Nos trilhos da história

O lendário Orient Express, onde foi ambientado um livro célebre da escritora Agatha Christie, também adaptado para o cinema, é uma linha férrea que cruza a Europa. Criado em 1883, originalmente ligando Paris e Istambul, já teve diversos trajetos e atualmente permite, por exemplo, uma inesquecível viagem de Londres a Veneza em cabines confortáveis, com uma decoração que mantém a atmosfera dos anos 1920. Tapeçaria e acabamento luxuosos e iluminação bem cuidada e aconchegante transformam as cabines duplas em confortáveis quartos à noite. Três vagões-restaurantes oferecem opções que vão desde happy hour e aperitivos no Champagne Bar e no Bar Car até sofisticadas iguarias, como lagostas da Bretanha, servidas no restaurante e nas cabines.

belmond.com/trains

Cruzando a Austrália  

A proposta aqui é mergulhar na vastidão vermelha e árida do interior australiano a bordo do The Ghan, uma elegante linha de trem que trabalha no sistema all included. O trajeto, de cerca de 3 mil quilômetros e inaugurado em 1929, corta o país no sentido sul-norte, ligando Adelaide à cidade de Darwin, com passagem pela isoladíssima Alice Springs, na desértica região central (essa é a opção para uma viagem menos extensa). A jornada completa, de quatro dias e três noites, inclui visitas ao monólito de Uluru e à cidade-subterrânea Coober Pedy, na qual casas, bares, hotéis e até a igreja são construídos em covas para que os moradores suportem melhor o calor do deserto australiano.

journeybeyondrail.com.au

The Ghan | Foto: divulgação

Canadá sobre trilhos  

Admirar paisagens incríveis e fugir dos roteiros comuns do Hemisfério Norte pode ser inesquecível sobre os trilhos no Canadá. Várias companhias oferecem passeios em trens com tetos de vidro e vista panorâmica, um diferencial nessa jornada, que cruza rios, lagos, cânions e montanhas nevadas, enquanto se aproveitam os serviços oferecidos dentro do próprio vagão. Uma viagem que permite ao tripulante a sensação de estar inserido em um cenário exuberante e interferindo pouco em seu habitat. 

www.canadiantrainvacations.com

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