Bogotá: ousadia e sabor

Como uma festa para os sentidos, os melhores restaurantes da capital colombiana exaltam a cultura colombiana com sua gastronomia surpreendente e, ao mesmo tempo, moderna e cosmopolita

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Four Seasons Casa Medina

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Eu vim mesmo para Bogotá para… experimentar sua gastronomia? Sei que a ideia parece improvável. Quando comecei a planejar a viagem, eu cheguei a duvidar de seu sucesso. Mas, quando provei a primeira garfada de uma arepa de sagu com chimichurri de figo, rosbife de carneiro e labneh, tive a certeza de que estava no lugar certo.

Sentado num canto do balcão do El Chato, restaurante que recentemente entrou para a lista dos 100 melhores do mundo (na digna 83ª posição), eu mal conseguia escolher entre as tantas tentações do cardápio. Só de ler o que eu poderia degustar, já ficava deslumbrado: espuma de truta com amoras e mostarda, lombo de porco com manteiga de missô e shitake, caldo de tamarindo com peras e alface-do-mar, tucupi com caracol… E esse era só o meu primeiro jantar na capital colombiana.

A primeira vez que viajei a Bogotá foi quase uma escala. Mais de dez anos atrás, para uma reportagem sobre uma parte da coleção do Museu do Ouro que visitaria o Brasil, fui ver de perto as ricas vitrines com peças pré-colombianas ‒ e, sim, todas de ouro! Fiquei pouco mais de 48 horas na cidade e registrei pouco. Atolado em gravações, não consegui explorar o lugar, que, como amigos haviam me contado, tinha uma vida urbana bem interessante e ativa. Lembro-me de tomar ótimos cafés (e tomei alguns ainda mais especiais dessa vez, como vou contar adiante), de ter um jantar excelente, no próprio hotel onde me hospedava, e de estar com gente muito simpática.

La Candelaria, bairro histórico de Bogotá | Foto: Getty

Como se fosse a primeira vez 

Eu dizia que conhecia Bogotá, mas estava trapaceando. Era talvez como se eu tivesse visto apenas um trailer de um filme muito interessante, que eu pus na cabeça que um dia conheceria melhor. E eis que então, numa das semanas mais chuvosas deste ano na Colômbia, lá estava eu, de volta. Faço questão de deixar claro que as águas caíram do céu todos os dias em que estive por lá e que a chuva, justamente um dos maiores obstáculos de todo viajante, não atrapalhou em nada minha visita. Eu realmente me apaixonei pela cidade.

Para começar, eu estava no aconchego do Four Seasons Casa Medina, um dos lugares mais espetaculares em que já me hospedei pelo mundo. Imagine uma casa construída em estilo colonial espanhol numa região em que, na década de 1940, quando foi erguida, ainda estava longe do centro. Em 80 anos, claro, Bogotá cresceu assustadoramente, e hoje as ruas em volta da Casa Medina abrigam não apenas o distrito financeiro da cidade, mas também a Zona G, como é batizada a vizinhança da melhor gastronomia local. 

Apesar desse desenvolvimento desenfreado, essa unidade do Four Seasons (há mais um na capital, na ultratrendy Zona T) conserva a atmosfera e o aconchego de uma casa de campo. Quartos bastante espaçosos (alguns têm até uma lareira funcional ao lado da cama), uma cozinha que mistura sabores locais com o melhor hambúrguer da cidade e um staff que se desdobra para driblar os obstáculos que uma cidade grande como Bogotá apresenta ‒ com a simpatia de uma antiga amizade ‒ e se empenha para tornar a experiência um acontecimento.

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Fachada do Museu do Ouro
A fachada, uma das suítes, o bar e os pães do brunch do Four Saesons Casa Medina

Boas surpresas à mesa 

O restaurante El Chato ocupa dois andares de uma casa convencional. No térreo, pouca coisa chama a atenção, a não ser a alegria das pessoas à mesa. É lá em cima que tudo acontece, onde a cozinha vibra com sons e cores, que saem pelas prateleiras, repletas de grandes frascos translúcidos com etiquetas do tipo “kumbu limão kafir”, “salsa mostaza y garbanzo” (molho de mostarda e grão-de-bico) e “vinagre jamaicano”. Um movimento intenso de garçons, cozinheiros e clientes completavam a atmosfera elétrica da noite. E, insisto, isso era só o começo.

Eu até estava preparado para outras revelações. Afinal, é em Bogotá que fica o premiadíssimo Leo, da chef Leonor Espinosa, eleita recentemente como a melhor chef do mundo pela The World’s Best 50 Restaurants. Com menus fechados de oito ou 13 pratos (“ocho o trece tiempos”!), esse é um restaurante que merece de verdade o título de cozinha contemporânea, desde as linhas arrojadas de sua arquitetura, no exterior e no interior, até o sistema de reservas, que pede seu cartão de crédito para garantir a mesa. Se jogue sem medo: as recompensas gastronômicas valem todo o (alto) investimento.

Há, porém, opções de vários orçamentos e sabores na cidade, que, como eu suspeitava desde a primeira visita, tem a diversidade de uma cidade grande da América Latina, como São Paulo e Buenos Aires.

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O salão do restaurante Leo, da chef Leonor Espinosa

Quer ver a família comendo uma carne num lugar típico, descontraído, mas que ao mesmo tempo leva a comida a sério? Vá ao Andrés Carne de Res. O restaurante fez sua fama fora da capital, num município chamado Chía ‒ uma viagem de pouco menos de uma hora. Vale a pena se você tiver tempo, para experimentar o melhor da cultura colombiana de raiz. Suas arepas (pães de milho típicos), suas empanadas, seus patacones (feitos à base de bananas verdes) e seus chicharrones (uma espécie de torresmo local) estão também no cardápio da “versión urbana del paraíso” na capital. Sem falar nas carnes, que chegam ainda malpassadas e vão cozinhando na própria chapa quente em que são servidas. Tudo sob um teto coalhado de peças de artesanato coloridas. Uma festa em todos os sentidos.

Monalisa de Botero
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Prato à base de atum do restaurante Leo
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Salada de polvo do restaurante Madre

Tão descontraído quanto o Andrés, mas um pouco mais contemporâneo, o Madre, no coração da Candelaria, é o lugar mais procurado para almoços de empresários digitais e de gente jovem a fim de um bom drinque com gim ainda de dia. Com um detalhe: o restaurante está instalado dentro de uma galeria do centro histórico cheia de lojas de esmeraldas, um suvenir obrigatório para quem passa pela Colômbia. O contraste entre o kitsch das joalherias populares e o aspecto industrial do Madre, com um pé na Vila Madalena e outro no Brooklyn nova-iorquino, funciona tão bem quanto um gole de negroni (com tangerina e sementes de coentro) entre um tomatinho ao forno e outro envolto em mozzarela e manjericão.

Arte Colombiana em La Candelaria

Bastou um almoço no Madre para eu me sentir como um local, com entusiasmo suficiente para explorar os museus de La Candelaria. Como o do Ouro não era uma novidade, tampouco o consagrado Museo Botero, dedicado a um dos artistas colombianos de maior projeção internacional – e que eu já havia conferido na primeira viagem ‒, eu tinha tempo de sobra para explorar as novas galerias do Mamu, o Museu de Arte Miguel Urrutia. Artistas ultracontemporâneos dividem o espaço com exposições especiais, como a retrospectiva da chilena Cecília Vicunã, que me emocionou demais. Bem como a visão de pelo menos uma das monjas coroadas, um conjunto inigualável de retratos dessas freiras em seu leito de morte, pintadas entre os séculos XVIII e XIX. 

Um dos ambientes do Mamu
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Santuário Nuestra Senõra del Carmen, em La Candelaria

Cafés gourmet 

A Colômbia é, com razão, bastante orgulhosa de sua produção de café. Muito além dos Juan Valdez Cafés espalhados em cada esquina ‒ uma saudável alternativa aos onipresentes Starbucks, que, na primeira impressão, perdem numa competição quantitativa ‒, há os “cafés butique”, que valem a pena ser explorados. 

Novamente é a Zona G que reúne os mais simpáticos, como o Al Alma e o encantador Amor Perfecto. Como alguns outros endereços na cidade, esse último tem a mistura perfeita entre a simplicidade e a alta sofisticação, que se mostra, principalmente, no preparo dos cafés, mas também na qualidade e variedade dos grãos oferecidos. Do café com baunilha, pêssego e chocolate branco ao elaborado com canela e limão, prepare-se para sentir no Amor Perfecto sabores que você nunca tinha imaginado. Ao mesmo tempo, os métodos mais tradicionais, como o café coado ou o de “prensa francesa”, são opções que nunca fazem você se cansar de voltar. Em meus cinco dias em Bogotá, consumi cafeína equivalente à minha cota de um mês. E quem disse que eu me arrependo?

A Colômbia é o maior produtor de café do mundo
O tradicional café colombiano
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Polvo com batatas e páprica do restaurante Casa

Profusão de sabores 

Um dos melhores restaurantes de Bogotá se chama simplesmente Casa, e é exatamente isso que você está pensando. Montado numa residência com sotaque modernista, você entra e logo sente que está num espaço diferente: pode escolher comer na sala, na biblioteca, na varanda ou até na sala de jantar. Nas paredes, há quadros como se estivessem enfeitando um lar ‒ aliás, uma bela coleção. E, nas mesas, ousadia e sabor.

Eu posso até ter sido influenciado pelos aperitivos que tomei antes de escolher a comida. Não me lembro exatamente o que era, a não ser pelo fato de que tinha gim como um de seus principais ingredientes. O nome é inesquecível: Velvet Rosso. Foram três antes de o primeiro prato chegar. Pedi de entrada uns “bocados de pork belly” e fui agraciado com a barriga de porco mais pururuca que já comi.

E olha que eu sou mineiro! Depois, ainda de entrada, veio um polvo, que competia com a barriga de porco para ver quem estava mais crocante (e macio por dentro). Por último, um risoto de rabada que ficou impresso na minha memória. 

Restaurante Andrés Carne de Rés | Foto: reprodução
Café Amor Perfecto | Foto: reprodução
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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

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Four Seasons Casa Medina

O Casa Medina baseia suas ações de sustentabilidade nos pilares de ESG (governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês), conforme toda a rede Four Seasons.

  • Forte compromisso de sustentabilidade: redução de emissões de carbono, preservação de água, redução de resíduos e busca de fornecedores sustentáveis, além do objetivo de eliminar plásticos de uso único até o final de 2022.
  • Four Seasons é reconhecido pela valorização de seus funcionários, apoio às comunidades locais e filantropia, com o compromisso de apoiar as pesquisas de combate ao câncer e a promoção da diversidade, inclusão e equidade nos escritórios corporativos e propriedades ao redor do mundo.

Four_Seasons_2021_ESG_Summary_Report.pdf

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 08 da Revista UNQUIET.

Mapa: Antônio Tavares

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