Rafting na Costa Rica

Referência internacional em turismo sustentável, a Costa Rica é um dos países com maior biodiversidade do planeta e abriga o Pacuare, um dos melhores rios para a prática de rafting

Não há como fugir do clichê: a vida na Costa Rica é, de fato, pura. Ela e todas as bonanças que lá formam o pano de fundo da rotina trivial: o mar límpido, a brisa tropical, as ondas que atraem turistas de todo o mundo, a aquarela celeste a cada fim de dia, entre todas as outras graças da natureza local.

É um cenário incrível para a prática de atividades ao ar livre, como o rafting, cuja popularidade não para de crescer no país desde a década de 1970. A Costa Rica tem algumas das melhores corredeiras da América Central, atraentes também por não serem geladas. Muitas estão disponíveis o ano todo para a prática do remo de alta adrenalina. Mas é durante os meses chuvosos, com os rios mais cheios, que o país recebe o maior número de viajantes em busca de aventura. Isso acontece na chamada temporada verde, que vai de maio até outubro.

Mesmo os iniciantes não têm desculpas para não praticar o rafting na Costa Rica. Há várias opções seguras para quem está começando, como o Rio Reventazón, que nasce na base do Vulcão Irazu. Com 145 quilômetros de extensão, o rio tem corredeiras contínuas ao longo da encosta atlântica e deságua no Mar do Caribe. Uma de suas seções, Flórida, tem águas moderadas e é muito recomendada não só para quem está começando, como também para praticantes de nível médio.

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Pôr do sol no Parque Nacional Corcovado | Foto: Getty
Quetzal Resplandescente | Foto: Getty

Rafting no rio Pacuare

Paralelo ao Reventazón, corre o Pacuare, com 129 quilômetros de extensão, que foi listado pela revista National Geographic entre os três melhores do mundo para a prática do rafting. Assim como o rio paralelo, o Pacuare nasce na Cordilheira de Talamanca, nas encostas das colinas de Cuerici, 3 mil metros acima do nível do mar. Desce, então, pelas montanhas até as planícies do Caribe Central e finalmente vaza no Mar do Caribe.

A paisagem exuberante, com muita vegetação, cachoeiras e espécies exóticas de animais, já seria o suficiente para mera contemplação. Mas a maior beleza do Pacuare se revela apenas a quem se aventura por suas águas bravas, pontilhadas por 52 corredeiras, a bordo de um bote inflável: uma experiência que transcende a prática do esporte. Atravessando uma densa faixa de floresta virgem e cânions estreitos, o Pacuare despenca por corredeiras que variam da classe II à IV (a classe V é recomendada apenas para profissionais). Esses níveis são definidos pela Escala Internacional de Dificuldade dos Rios, criada pela American Whitewater, e vão do I, para principiantes, ao VI, extremo, com muita imprevisibilidade e perigo.

rafting na costa rica: cachoeira do rio celeste
Cachoeira do Rio Celeste | Foto: Getty

Pacuare Lodge

Para quem pretende explorar o Pacuare várias vezes, ou simplesmente estar perto dele por um tempo maior do que durante um simples passeio, uma dica é se hospedar no Pacuare Lodge, na cidade de Siquirres, província de Limón. O lodge tem iniciativas louváveis voltadas à sustentabilidade. Foi construído provocando o mínimo impacto ao meio ambiente, sem que nenhuma árvore sequer fosse derrubada. Pelo contrário, várias delas foram plantadas, em um projeto de reflorestamento operado por pequenos fazendeiros locais. O acesso não é dos mais fáceis – por isso mesmo, quase toda a população local se emprega na própria região, com locomoção feita por transporte coletivo.

Para os hóspedes, a aventura já começa na chegada ao hotel. Por terra, o trajeto de caminhonete é ladeado por árvores e folhas que formam desenhos vigorosos, robustos e misteriosos. Também é possível acessar o Pacuare Lodge por tirolesa e rafting – a bagagem vai separada, em um outro bote. Massagens e atividades como trekking e caiaque também estão disponíveis no ecolodge, além de aulas e palestras sobre ecologia e sustentabilidade, ministradas diariamente para que os visitantes conheçam o papel do hotel no entorno.

A paisagem exuberante, com muita vegetação, cachoeiras e espécies exóticas de animais, já seria o suficiente para mera contemplação

rafting na costa rica: rio pacuare
Rafting no Rio Pacuare | Foto: Getty
rafting na costa rica: Rio Sarapiqui
Rafting nas águas do Rio Sarapiqui | Foto: Getty

Fauna costarriquenha

Entre praias, florestas tropicais e vulcões – alguns deles ativos –, convivem mais de meio milhão de espécies de vegetais e animais, como majestosas araras-vermelhas, pererecas tão bonitas quanto venenosas e milhares de bichos-preguiça. O país é referência em conservação da biodiversidade – mais de um quarto de suas terras são intocadas e protegidas por lei. Desde 2002, por exemplo, estão proibidos animais nos circos. E a caça esportiva é igualmente ilegal.

Vulcão Arenal

A maior parte dos vulcões da Costa Rica fica no norte do país e nas terras altas centrais. Entre mais de 200 formações vulcânicas identificáveis com mais de 65 milhões de anos, cerca de cem mostram sinal de atividade, mas apenas cinco são classificadas como vulcões ativos: Irazú, Poás, Rincón de la Vieja, Turrialba e Arenal – esse último, em La Fortuna, é o mais ativo deles. Nessa região, o ideal é aproveitar os meses de dezembro a abril, na estação seca, quando a observação de pássaros é mais abundante

rafting na costa rica:  Pacuare Lodge
Vista aérea do Pacuare Lodge | Foto: Divulgação

Considerada a porta de entrada para o Parque Nacional do Vulcão Arenal, La Fortuna é a capital da aventura da Costa Rica, a apenas 30 quilômetros de distância de San José, capital do país. Além de dar acesso ao vulcão, a cidade conecta os visitantes à floresta tropical, a cachoeiras e ao maior lago costarriquenho, homônimo ao vulcão, com 85 quilômetros quadrados. A área é ponto de partida para passeios por trilhas ao longo das encostas do Arenal, com tirolesas que cruzam a floresta tropical e levam à cratera do vulcão. Daqui também partem expedições para a prática de rafting em vários rios, com diferentes classes de corredeiras. Um deles é o Rio Balsa, com classificações II e III. O outro, é o Toro, com classificações III e IV, para doses mais altas de aventura.

Pacífico

Outro grande polo de biodiversidade na Costa Rica é a província de Guanacaste, na costa norte do Pacífico, onde estão localizadas praias de águas mornas e areia escura, que se intercalam com florestas tropicais exuberantes, como Nosara, Tamarindo, Playa del Coco e Península de Papagayo, que concentra a maior infraestrutura hoteleira e onde fica o aeroporto internacional de Liberia. Nessa região também estão concentrados vários campos de golfe e resorts impactantes. Ostentação e opulência, porém, passam longe desses lados.

Varanda de bangalô do Pacuare Lodge | Foto: Divulgação
Pôr do sol na Peninsula Papagayo | Foto: Divulgação
Bangalôs do Andaz Resort at Peninsula Papagayo Resort | Foto: Divulgação

Alguns dias no Andaz Papagayo Resort proporcionam, talvez, a mais literal definição de férias: relaxamento, drinques bem preparados e boa comida cercados por paisagens estonteantes. O próprio hotel, que pertence à rede Hyatt, parece envolto em sequências infinitas de bambus perfeitamente ordenados. Há uma ótima diversidade de passeios ou mesmo extensões à estadia, como visitas à Reserva Florestal Nublada de Monteverde e ao Parque Nacional Barra Honda, para exploração de cavernas.

Um deles leva às corredeiras do Rio Colorado (classes II e III), que nasce dentro do Parque Nacional Rincón de la Vieja e gera um fluxo poderoso, que corta um desfiladeiro no campo ao longo de seu caminho montanha abaixo. O outro tem como destino o desfiladeiro impressionante do Rio Tenorio (classes III e IV), que contrasta uma intensa paisagem verde com rochas vermelhas e desenha 20 corredeiras pelo caminho, várias delas estreitas e altamente técnicas. A mais extrema da Costa Rica fica por aqui mesmo: chama-se Cascabel Falls, e possui uma queda d’água de 3,6 metros.

Depois de ter contato com tanta riqueza natural – com ou sem adrenalina – e assimilar os resultados do respeito à preservação da biodiversidade, fica fácil reafirmar a atitude positiva dos costarriquenhos com a popular expressão “Pura Vida”. É nesses termos que aqui se diz “obrigado”, “bom dia” ou “até logo”. Vivendo em um paraíso verde, que outra expressão faria tanto sentido?

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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

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ANDAZ PAPAGAYO

  • Usa produtos eco friendly na cozinha, limpeza e Spa
  • Oferece ao Spa e guests cosméticos livres de metais pesados nas suas composições
  • No geral usam sempre que possíveis produtos recicláveis ou facilmente bio degradados
  • Praticamente todo quadro de funcionários é composto por locais
  • Possuem o certificado Certificate for Tourism Sustainability – CST
  • Site: hyatt.com/andaz-costa-rica

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PACUARE LODGE

  • Construção: o hotel foi construído com um mínimo impacto na floresta e rio. Nenhuma arvore foi cortada. O trabalho artesanal dos tetos foi feito pelos índios Cabécar usando folhas de palmeira.
  • Carbon neutral: o hotel comprou 340 hectares de floresta nos últimos anos pra proteger os ecossistemas locais e criar uma atmosfera livre da emissão de carbono. Todos os tours e atividades do hotel são carbon neutral. A maior parte das areas adquiridas pelo hotel não permite sequer a entrada de visitantes, para que a proteção das florestas seja 100%.
  • Proteção da água: todos os quartos do hotel são equipados com sabonetes e shampoos biodegradáveis e a energia é pelo sistema de aquecimento solar.
  • Eletricidade: além do sistema solar o hotel usa um mínimo de eletricidade no geral
  • Comida apenas orgânica: toda a comida usada no hotel é orgânica

pacuarelodge.com/sustainability

 

Mapa: Antônio Tavares

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição da Revista

Baleia Jubarte, na Península de Osa

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