Sonho, arte
e vinho

Na França, um fantástico jardim de esculturas, prédios de grandes arquitetos, vinhos biodinâmicos e alta gastronomia garantem um fim de semana dos deuses.

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Benefícios Exclusivos UNQUIET: França, Provence

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Hotel Chateau La Coste:

  • Uma massagem de 60” (para uma pessoa) e uma garrafa de vinho do Château La Coste.

Código de Reserva: UNQUIET 

Validade: para viagens de no mínimo duas noites realizadas até 31 de dezembro de 2021 (exceto Natal e Réveillon)

A meia hora de carro de Aix-en-Provence, no sul da França, o château La Coste deveria constar de qualquer livro sobre lugares obrigatórios para se conhecer antes de morrer.

Sobretudo agora, após o surreal ano de 2020. É que o melhor da arquitetura contemporânea, obras dos artistas mais importantes dos séculos 20 e 21, um hotel hiperconfortável com 28 suítes, passeios ao ar livre, uma vinícola futurista e restaurantes nos quais deveria ser de lei rezar enquanto se come – isso tudo convive dentro dos limites da propriedade de 210 hectares.O interessante é que esse complexo não tem curador. Patrick “Paddy” McKillen cuida de tudo. Ex-maverick dos mercados imobiliário e hoteleiro, visionário, o irlandês comprou o velho La Coste em 2002. Em 2011, deu início ao projeto. Intuitivo, Paddy diz trabalhar por afinidade: convida somente artistas de quem gosta. Seu objetivo é tornar o lugar um destino especial. Ao que parece, está conseguindo.

O galpão metalizado onde são produzidos os vinhos biodinâmicos, obra do arquiteto Jean Nouvel, dá ares futuristas ao Chateau La Coste. Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação

Você chega depois de percorrer uma bucólica rodovia entre vinhedos. Na entrada, a primeira surpresa: o carro passa pelo vão de um muro de concreto com furos, obra minimalista do japonês Tadao Ando. O arquiteto seguinte é Jean Nouvel, responsável pelo belíssimo Instituto do Mundo Árabe e pela Fundação Cartier para arte contemporânea, ambos em Paris. Aqui, o francês projetou o galpão onde o vinho é produzido. A construção lembra uma monumental escultura de alumínio a flutuar sobre as vinhas.

Espaço aberto para a arte: no sentido horário, obras de Guggi (2009), Kengo Kuma (2018), Conrad shawcross (2020) e o Pavilhão da Música, projeto de Frank o. Gehry
Fotos: Divulgação.

Arte experimental

Tadao Ando volta a se materializar no surpreendente edifício térreo, triangular, de vidro e concreto, cercado pelo espelho d’água onde reina ameaçadora a aranha de 3 metros de circunferência (bronze e aço inox) esculpida por Louise Bourgeois (1911-2010). A sofrida madame Bourgeois tinha verdadeira obsessão por aracnídeos, e esta é prima daquela que vive nos jardins do MAM, em São Paulo. Ao lado do bicho metálico balança o móbile preto, amarelo e vermelho do americano Alexander Calder (1898-1976). Calder, tido como o inventor da escultura móvel, esteve no Brasil três vezes, a primeira em 1948. Sua obra influenciou poetas (Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar), arquitetos (Rino Levi, Henrique Mindlin), paisagistas como Burle Marx e artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. Tanto ele como Bourgeois foram influenciados pelos surrealistas. Daí a sensação onírica de presenciar suas obras lado a lado.

Recepção, livraria e restaurante funcionam no Art Center. Saia dali sem rumo. Na primavera e no verão, um céu mais azul do que as pinturas de Cézanne espera por você. Que maravilha dar de cara com o Pavilhão da Música, projetado em 2008 pelo canadense Frank Gehry para a londrina Serpentine Gallery e instalado no La Coste desde sua inauguração. Se der, assista a algum show no auditório. Costumam acontecer no fim da tarde e dali se vê um pôr do sol…

A Provença é antiquíssima e já foi domínio romano. As trilhas e pontes de pedra dessa época permanecem preservadas. Inspirado nessa ancestralidade, o chinês Ai Weiwei lá instalou um de seus trabalhos mais lindos. Trata-se de Ruyi Path, que usa as pedras oriundas do antigo porto de Marselha, colocadas num caminho sinuoso que atravessa a floresta e se junta à rota dos romanos.A exemplo de outros artistas, Tunga (1952-2016) morou no La Coste por alguns meses antes de projetar seus três portais, os Psicopompos. Um deles incluía um pedaço maciço de cristal da República Tcheca, que levou um ano sendo lapidado; outro, uma pedra escolhida pelo pernambucano na Amazônia. “Houve uma explosão depois da instalação do cristal”, conta Paddy McKillen. “Mas, em vez de repô-lo, Tunga preferiu manter os estilhaços – ele sempre acreditou que a arte deve ser experimental.”

A gigantesca aranha metálica de Louise Bourgeois domina parte do espelho d`água do art Center. Foto: Divulgação
A obra de Calder parece flutuar sobre o espelho d`água deste hotel que se tornou uma galeria de arte contemporânea ao ar livre.
Foto: Divulgação

Uma obra de Oscar Niemeyer

Entre os prédios mais recentes estão os projetados por Richard Rogers (autor, com Renzo Piano, do Beaubourg em Paris) e Kengo Kuma (autor da Japan House em São Paulo). Nos próximos anos devem surgir espaços assinados por Sou Fujimoto, Jean Nouvel (um novo pavilhão para abrigar as três torres de Louise Bourgeois que inauguraram o Turbine Hall da Tate Modern em Londres) e dois mestres-salas da arquitetura brasileira: Oscar Niemeyer (1907-2012) e Paulo Mendes da Rocha. O dr. Oscar desenhou um sinuoso pavilhão de vidro e concreto que lembra as formas de sua Casa das Canoas, no Rio. Com espelho d’água frontal, será a primeira construção cravada no meio dos vinhedos. Vai funcionar como galeria para esculturas e auditório para exposição dos vídeos da coleção particular do castelo. Criado pelo carioca no vigor de seus 103 anos, foi um de seus últimos projetos – que, de tão especial, rendeu o documentário A Luta É Longa, dirigido por Bernardo Pinheiro e produzido pelo próprio La Coste. Paulo Mendes da Rocha concebeu uma torre de concreto e metal com escada interna. Do alto desse belvedere, os visitantes poderão acompanhar a colheita.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Chef argentino que se celebrizou pelos asados feitos no calor dos fuegos camperos, pelos pratos que rescendem ao fumo do carvão em brasa, Francis Mallmann é a marca ostentada pelo restaurante local. Para abrir seu primeiro endereço na Europa, o obcecado Mallmann pesquisou até o ponto de queima da lenha local. A casa, em estilo semirrústico, tem madeira clara no forro e mosaico de azulejos em preto e branco no piso. Peça a carne de sua preferência. E a acompanhe com uma taça dos tintos Grand Cuvée Château La Coste (mais encorpado) ou Les Pentes Douces Red, um clássico em vários restaurantes da região.

Carpe Diem

Os vinhos do château são saborosíssimos. Orgânicos e biodinâmicos, têm o plantio e a colheita regidos pelas fases da Lua. Compre uma garrafa na loja em frente ao bistrô La Terrasse, escolha a sombra de uma árvore frondosa e prove um rosé – escolha entre o Grand Vin Rosé ou, se preferir algo mais leve, o Rosé d’une Nuit. Relaxe. Carpe diem. Aproveite o dia, como diziam os antigos habitantes provençais. Fique ali de boa, observando e curtindo a vida passar.

Os vinhos biodinâmicos do château La Coste têm plantio e colheita regidos pelas fases da LuaFoto: Divulgação
Mapa: Antônio Tavares
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SUSTENTABILIDADE

Ações de conservação do meio ambiente e ações sociais

Saiba mais

Château La Coste

  • Eliminação de plástico
  • Utilização de reciclados
  • Produtos de limpeza eco-friendly
  • Somente materiais naturais são utilizados na suíte: madeira, algodão e pedra
  • Água local purificada engarrafada localmente 
  • Shampoo, condicionador e óleos são entregues em dispensers reabastecidos na suíte e no SPA
  • Ervas e vegetais são plantados no jardim
  • Decoração floral colhida do jardim
  • Somente equipamentos elétricos são utilizados na manutenção
  • Bio Château La Coste Wine
  • Azeite de Oliva e Mel produzidos na propriedade
  • Utilização de papel inteligente (diretórios e informações do hotel são disponibilizadas em um Iphone).

Château La Coste

 

Clique aqui para ler a matéria na íntegra na edição 02 da Revista UNQUIET.

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