A fotografia sempre esteve presente na vida de Sâmia Munaretti. O pai registrava viagens e momentos em família e a mãe vinha das artes e da pintura. Ela cresceu cercada por imagens e cores, mas foi durante a faculdade, em uma disciplina de fotojornalismo, que percebeu o potencial da fotografia como linguagem. “Entendi que uma imagem pode comunicar coisas que as palavras nem sempre alcançam.”
Há mais de uma década, Sâmia começou a fotografar paisagens durante suas viagens e trilhas. Com o tempo, a natureza a conduziu a outro universo: a vida selvagem. “Os animais me ensinaram a desacelerar, esperar e estar presente.” Desde então, a fotografia passou a ser não apenas uma atividade criativa, mas também um exercício de observação e escuta.
Sua disposição para ouvir a história dos lugares que visita também orienta seu processo criativo. Ela pesquisa com profundidade o destino, as estações do ano e o comportamento dos animais, mas sabe também que a natureza raramente segue roteiros. “Você chega com um plano, e o animal pode mudar tudo. É no encontro entre a preparação e a surpresa que surgem algumas das melhores imagens”, conta.
Com trabalhos publicados por veículos e instituições como National Geographic, BBC e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), além de participações em exposições no Brasil e no exterior, Sâmia vê a fotografia como uma ferramenta de sensibilização. Seu objetivo é aproximar as pessoas da natureza: “Acredito que, quando nos encantamos com um animal ou uma paisagem, passamos a querer protegê-los. Se minhas imagens conseguirem despertar essa conexão, terão cumprido o seu papel”.



Matéria publicada na edição 24 da Revista Unquiet.

























































































































































































